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Archive for tag “best:dolcevita”
Subscribe to this tag or categorySão Paulo é assim: coreanos traçando burekas na Casa Búlgara, do ladinho do Acrópoles, restaurante grego mais tradicional da cidade, que fica no coração do Bom Retiro, bairro que outrora acolheu, desde a década de 1930, judeus que fugiram de uma Europa castigada pela guerra e que a partir da década de 1980 tem se mudado para os Jardins, Higienópolis e Itaim Bibí.
E muito, muito trânsito.
Ainda da série traduções espetaculares, tem também esta foto de um cardápio onde o proprietário do estabelecimento se preocupou em traduzir algumas palavras para que turistas não se percam. Não sei se funcionou.

Juro que não coleciono essas coisas. Simplesmente aparecem na minha frente.
Esta, um amigo que acabou de voltar do Nordeste me mandou. Segundo ele, é do cardápio do restaurante Canion, na praia de Coqueirinhos, localizada ao sul de João Pessoa, Paraíba. Devem ter usado essas ferramentas de tradução online.
Coloque-se no lugar de um turista que não fala português e vai ler este cardápio. Acho que eu sairia correndo.
Depois você me diz se isso é uma dica quente ou bem gelada.
Passando por Goiânia, não deixe de visitar a Sorveteria Frutos do Cerrado. Começaram fazendo picolés caseiros de frutas da região e acabou virando uma cadeia de lojas.
O sorvete é excelente, feito com muita polpa da fruta. O de graviola foi o mais lotado de graviola que já provei. Há também o de gabiroba, pequi, buriti, jaca, cajá com sal e outras frutas que nunca ouvi falar. Provei também um Romeu e Julieta feito com queijo mesmo. Bem interessante.
Ainda bem que vi a sorveteria em um dia e fui conhecer só no outro, preparando-me com um jejum de almoço a fim de traçar uns 8 picolés. A sorveteria é mesmo um ponto turístico.
Além do mais, Goiânia está muito bonita. Flamboyants frondosos e floridos disputam espaço com centenas de mangueiras carregadíssimas. O povo é aberto e simpático e as mulheres são lindas e de tirar o fôlego.
Vale uma visita, principalmente se você for solteiro.
Tatiana e eu fizemos uma viagem absolutamente incrível para o outro lado planeta — a Ásia Central — região que muitas pessoas mal sabem que existe.
Fizemos anotações detalhadas, dia após dia, sobre todos os lugares que passamos, pessoas que encontramos e impressões que tivemos. Os links abaixo vão te levar às mesquitas do Uzbequistão, montanhas do Kyrgyzstão, ao caldeirão social da China, e a exuberância de Moscow.
Foi uma viagem de conhecimento, então os relatos estão recheados de mapas, referências na Wikipédia, fotos e videos. Além de impressões gerais, e observações sobre etnias, línguas, religião e coisas que não existem na Ásia Central logo abaixo.
Viaje conosco !
Exibir mapa ampliado
Uzbequistão
- 15/09: Chegando em Tashkent
Aflição com o Passaporte, A Moeda Engraçada, Tashkent Soviética e a Primeira Refeição, Jantar Típico e “Caro” - 16/09: Tashkent Turística
Tashkent Antiga e o Primeiro Corão, Bazar, Almoço e Outros Pontos Turísticos, Jantar Turco - 17/09: Khiva com Timur
Sacha e o Caminho de Khiva, Timur e sua Khiva Khorezm, Jantar com Intercâmbio Cultural Portátil e Digital - 18/09: Dia Livre em Khiva
Quem Não Se Comunica Não Almoça Nem Dança, Outras Aventuras em Khiva, Jantar em Khiva - 19/09: O Caminho para Bukhara
O Professor de Inglês do Borat, Paisagens do Deserto, Algodão e Uma Breve Bukhara, Jantar e Internet no Interior do Uzbequistão
20/09: Bukhara com Aziz
Café da Manhã Apertado, A Casa do Noivo, As Árvores Milenares e o Ninho da Garça, Dança, Moda, Compras e Internet- 21/09: Sarmish e Nurata com Svtelana
Invasão de Loira, Petróglifos e Águas Cristalinas, Plantação de Yurts no Silêncio, Kaljan no Tear, Fogueira e Franceses Bêbados, Chão de Estrelas - 22/09: Camelos e Samarqand
Duas Corcovas Chacoalham Mais do que Uma, Civilizátsya a Caminho !, Internet e Jantar no Irã - 23/09: Samarqand com Nina
Ciência Antiga, Fanatismo Novo, Registan - 24/09: Dia Livre em Samarqand
Museu à Meia Luz, Bozori !, Cidade Nova, Jantar de Turista - 25/09: De Samarqand ao Kyrgyzstan
Dia Extra em Tashkent, Pindura, O Topolev Russo
Kyrgyzstão
- 26/09: Limpeza Mental no Kyrgyzstan
Tudo (de) Novo, Nas Alturas, Centro de Bishkek - 27/09: Rumo a Kashgar via Naryn
Almoço no Yurt, Planícies Nuas, Montanhas Bicudas
China
- 28/09: Chegando em Kashgar
Neve !, Hora do Rush, China Ma Non Troppo, Uma Beleuza de Hotel, Povo Uyghur 360° - 29/09: Kashgar: Uma China das Arábias
Esconda Seu Rosto, Mulher !, Conflito de Culturas, Oração Fria, Tecnorogia Chinesa, né? - 30/09: O Mercado de Kashgar
The Silence of the Lambs, Negócio da China, Han chinese, Internet subversiva - 01/10: O Lago Karakul
Himalaya e Pamir, Caça ao Sorvete de Ouro, Regras Sociais
Moscow e Paris
- 02/10: O caminho para Moscow
Voando na Sibéria, Tajiks na Sibéria, O Poente Eterno, Universo Paralelo, Olá Internet - 03/10: Moscow Circense
Metrô de Moscow, Spa, Consulados e Catedrais, Circo - 04/10: Moscow com Estilo
Péssimo Café, Gorki Art Nouveau, Almoço Moderninho, Chocolate, Metropol e Coral Russo, Jantar Chique - 05/10: Moscow do Kremlin
A Catedral Colorida, Ovos Fabergè, Caça ou Vegetariano ? - 06/10: Moscow, Paris, São Paulo
Parque Izmaylovsky, Passaportsky Problema, Paris, Cidade das Luzes, Hoje Terra é Pequena
Impressões Gerais
Eu recomendo fortemente qualquer pessoa fazer viagens desafiantes. Dificilmente nossa cultura e pontos de vista vão crescer se passarmos 7 dias coçando num resort.
Pode ser qualquer lugar: Amazônia para urbanóides, Islã para ateus, Las Vegas para saudosos marxistas.
Além do gostinho de poder contar que fomos para lugares que muitas pessoas não sabem nem pronunciar o nome, o desafio nos fez pensar muito sobre a história do mundo, o fluxo das etnias humanas, sociedade, economia, comida, fé, religião, e principalmente sobre nós mesmos e o que de fato somos.
Viajar pela Ásia Central não foi nada difícil. As pessoas são amigáveis e bonitas, os hotéis são confortáveis, cidades bem equipadas. E se você não for se meter no Afeganistão ou no Kashmir, a paz reina.
Etnias
O Uzbequistão faz fronteira com o Irã, antiga Pérsia, que definiu o tipo étnico da região há milênios. Mas a região foi também berço de incursões militares gregas de Alexandre o Grande e Genghis Khan. Isso conferiu uma mistura incrível de traços, cores de olhos e línguas.
É comum ver persas claros, loiras de olhos puxados, ou mongois de olhos verdes. E vimos mulheres realmente lindas.
O noroeste da China não é chinês. Pelo menos não no esteriótipo de chinês que as pessoas costumam ter na cabeça. O noroeste da China é tão persa quanto o Uzbequistão.
Já o Kyrgyzstão tem olhos mais puxados do que o noroeste da China. Se te teletransportarem para lá de olhos fechados, vai dizer que está no interior da China.
Línguas
Toda aquela região, inclusive o noroeste da China fala dialetos muito parecidos, todos derivados de língua turca. Uzbeque, Kyrgyz e Uyghur são línguas 95% similares e todos se entendem pela lingua falada.
O problema é ler e escrever. As línguas escritas no Uzbequistão são o russo (alfabeto cirílico) e o uzbeque a décadas escrito em cirílico. Mas recentemente o governo decidiu dar um passo no sentido da modernidade e maior integração com o ocidente adotando alfabeto latino como o oficial para escrever uzbeque.
No Kyrgyzstão eles não ligam muito para relações internacionais, então continuam escrevendo kyrgyz em cirílico mesmo. E na China, o povo Uyghur se orgulha em manter as tradições usando o alfabeto árabe (diferente da língua árabe) para ler e escrever.
Mas isso não tem muito problema porque o Uzbequistão é o maior produtor de videoclipes da região e todo mundo acaba ouvindo música Uzbeque que obtém de DVDs pirateados.
Há ainda inúmeros outros povos na região, que falam dialetos parecidos: os Khorezm, os Kazakhs, Tajiks, etc.
Fé e Religião
Esse foi um dos aspectos mais interessantes da viagem. A região é predominantemente islãmica. É incorreto dizer que são árabes porque estes são os que vivem na Península Arábica, milhares de quilómetros a oeste da Ásia Central.
Mas é um islã leve. Se não visitássemos os lugares históricos talvez nem percebêssemos. No Kyrgyzstão é mais leve ainda. Não há uma conexão muito grande com isso por lá.
Só a China nos surpreendeu. Sim, a China. Foi somente alí que vimos mulheres de rostos cobertos e fanatismo um pouco mais evidente. Isso acontece porque há um preconceito mútuo entre os chineses Uyghurs (predominantes no noroeste do país) e os chineses Han (os de olhos puxados). A conseqüência é que a minoria Uyghur acaba se voltando mais para sí, fomentando tradições e costumes em torno da religião. Ao longo dos séculos, costumes temporais, tradições sociais e leis religiosas se confundem e tudo vira sagrado sem se saber exatamente o motivo.
Coisas que não existem na Ásia Central
- Preço estampado em qualquer mercadoria. O preço é feito sempre na hora, conforme a cara do freguês e o humor do vendedor. E sempre há margem para pechincha.
- Adoçante dietético. Nenhum restaurante tem, mesmo se pedir.
- Coca-Cola Light ou qualquer outro refrigerante dietético.
- Folhas tipo alface, rúcula ou agrião. Nem na feira. Quando pedíamos a “Salada Verde” do cardápio de alguns restaurantes, era de coentro, cheiro-verde e dil. Uma salada de temperos verdes.
- Saladas sem coentro.
- Comida quente sem carne ou sem qualquer gordura animal. “Tem carne nisso aí?”. “Não, só bacon pra dar um sabor”.
- Comida sem óleo.
- Facas que efetivamente cortam. Todas eram cegas.
- Guardanapo limpo sobre a mesa assim que se senta. Sempre tínhamos que pedir.
- Guardanapo usado que fica na mesa mais de 3 minutos. Os garçons tinham algum tipo de obsessão em recolhê-los assim que fossem usados ainda que pouco.
- Hoteis com cama de casal. Mais raro que mosca branca.
- Área ou quarto de hotel para não-fumantes. Em qualquer sala de espera, restaurante, quarto de hotel etc, fumavam sem parar de todos os lados.
Ao entrarmos em sua adega pessoal, mais de 800 garrafas gritavam “pick me, pick me”. Nossa ansiosidade era tanta que o termômetro mostrou aumento de temperatura de 17 para 18°C. Sacamos um Pintia Tempranillo 2001, da região do Toro na Espanha. Um supervinho com aromas que nunca havia experimentado antes.
É muito chique ter uma adega particular. Mais chique ainda saber quais vinhos servir e tal. Muito chiques esses meus amigos.
Foi um petit comité que desafia o paladar, como todos os que eles nos convidam. Uma outra vez naquela mesma sala renasci (já meio bêbado, confesso) quando ele serviu algo que nem sabia que existia: pequenas garrafas de vinhos de sobremesa com uvas de colheita tardia. Ele gostava mais do deslumbrante sul-africano, mas eu me apaixonei mesmo pelo Henry Cosecha Tardia 2003, argentino da Lagarde.
Naquele dia, as outras pessoas continuavam falando de estátuas, o Crescente Fértil, chicle de bola, sei lá. Mas eu me deslumbrava na viagem dos vinhos. A quantidade de perfumes e complexidades que pode uma garrafa conter desafia qualquer lei da física.
Para a sobremesa de ontem, abrimos um Alvear Pedro Ximénez Solera 1927 (sim, você leu o ano corretamente), extremamente doce, licoroso, de textura espessa, com aroma de calda de figos, para acompanhar um revezamento entre sorvete Häagen-Dazs Praline e queijo tipo roquefort, este último bastante salgado, como de costume, para balancear a doçura do vinho.
Aguardamos ansiosamente a próxima oportunidade, e acho que vai ser regado a Zinfandels que eu trouxe da Califórnia.
Eu lembro quando a sorveteria Sottozero abriu sua primeira loja na Rua Augusta em São Paulo.
Quilômetros de paulistanos se empacotavam na rua para mandar ver aquele sorvete novo e diferente. Eu demorei mais de ano para provar por que não sou muito chegado em lotação.
Inesquecível também quando finalmente fui agraciado pelo seu sorvete ultra-sofisticado. Tinha um sabor temporário chamado Fantasia de Laranja que era nada menos que apoteótico. Só uma vez na vida.
Isso foi há muitos anos. Ontem levei uma prima americana para se sorvetar na Sottozero da Sumaré. Fiquei meio chateado. Eles ainda têm uma lista comprida de sabores pitorescos mas a qualidade enveredou para bem regular. Antigamente seu sorvete ineditamente cremoso escorregava da pá, hoje é tão duro quanto as massas de supermercado. E alguns sabores têm um final nítido de artificial, a começar pelo de graviola que provei ontem.
Uma pena tanto talento de confeiteiro se curvar à necessidade de aumentar os lucros.
De sorvete bom em São Paulo há a Offelê na Lorena. Prove o de castanhas portuguesas (marrom glacê), zuppa inglese, e o de milho se tiverem. E na Parmalat pode-se elevar a alma com os espetaculares Canela e Cookies ao Porto, por caros R$7 o copinho. De supermercado tem o de Abóbora com Côco da La Basque que é absurdamente bom e caro ao mesmo tempo. A Ofner também sempre fez um sorvete responsa daqueles que preenchem até o vazio da alma.
Agora, o melhor sabor de sorvete do universo é o de Bacurí, uma fruta do norte. Em Sampa, de tanto que martelo, começou a ser servido em alguns lugares. Tente num bar chamado Feira Moderna (rua Fradique Coutinho perto da rua Wizard) ou uma pequena cafeteria que fica no Itaim Bibi, na rua Jesuino Arruda entre ruas João Cachoeira e Manuel Guedes.
Destaque para uma sorveteria de Paraty chamada Sorveterapia, na avenida da entrada da cidade. O dono é um cara simples e que faz os sorvetes com as próprias mãos observando altíssima qualidade dos ingredientes sempre naturais. Ele gosta de fazer experiências e o que vende hoje é resultado de anos de alquimia refinada.
Deveriam erguer uma estátua em homenagem ao cidadão que inventou o sorvete. Sua importância histórica é maior que a de figuras como Stalin, e o bem que fez à humanidade é comparável ao de Einstein.
Este relato é parte de uma viagem à Ásia Central que começa aqui.
Parque Izmaylovsky
- Levantamos às 8h, fizemos o grosso da mala e saímos com planos de conhecer o Измайловский парк (Izmaylovsky park), atravessando a rua do hotel
- Para um sábado de manhã estava completamente vazio. Esperávamos ver pedestres, esportistas, bicicletas, etc. Mas nada. No máximo havia um ou outro par de amigos tirando fotos ou sentados comendo e bebendo. Em uma das entradas do parque, um carro estava parado com o som bem alto e algumas pessoas dançavam e bebiam em volta. A balada da noite anterior ainda não tinha acabado.
- Vimos um lago no mapa, mas não o encontramos. Nem sabemos se fomos exatamente em sua direção. Muitos cachorros viviam no parque, provavelmente abandonados pelos seus donos, e as vezes eles latiam em coro.
- Nos perdemos e tivemos que voltar correndo para fechar as malas e nos encontrar com o taxista na hora marcada.
- Nem tínhamos tomado café e paramos em um dos terríveis supermercadinhos do outro dia mas dessa vez só levamos iogurte de beber e bolo pronto, para comer enquanto andávamos até o hotel. O bolo ostentava amêndoas na parte de cima, mas na primeira mordida ele nos enganou: era de amendoim.
Passaportsky Problema
- Tomamos banho correndo, fechamos as malas, descemos para o check out, e o Victor estava a nos esperar com outro motorista. Pediu desculpas por não estar no aeroporto na chegada, mas não foi culpa dele. E nos deu um envelope com os 1700 rub que tínhamos gasto com o taxi da chegada. Muito nobre da parte dele. Então nos deixou com seu motorista e nos despedimos.
- Pedi ao motorista (com muita mímica) que parasse em algum lugar para trocarmos os Rublos que sobraram para dolar e ele deu uma volta considerável para passar no centro. Conseguimos boas taxas, mas talvez não compensou a volta.
- Apesar de ser sábado, pegamos muito trânsito inclusive nas highways. Ele se encheu e pegou algumas vias alternativas que andavam melhor. E chegamos no aeroporto sãos, salvos e na hora certa.
- As russas que trabalhavam no check in da Air France/Aeroflot não eram de muitas palavras. Aliás eram de bem poucas palavras. Eram mesmo bastante secas. Mas fizeram seu papel e pronto. Despachamos as duas mochilonas diretamente para São Paulo porque a Tati havia deixado uma bolsa com roupas limpas em Paris na escala do começo da viagem, na casa de conhecidos.
- Depois do check in você não pode ficar zanzando no aeroporto. Tem que passaportar e entrar direto nas salas de espera. Nesse processo, uma militar com cara de durona liberou a Tati e segurou meu passaporte e cartão de embarque. Não havia muita comunicação. Pediu para eu esperar logo ali, e eu perguntei “what is the problem?” e ela respondeu “problema, problema”. Ai meu Deus.
- Depois de esperar alguns bons minutos de pé apontei para o relógio indicando que tinha um vôo para pegar. Veio um oficial fardado com um inglês razoável e disse que meu passaporte teria que passar por uma vistoria dupla. Não entendi se era problema específico com o meu passaporte ou se tinha sido escolhido aleatoriamente.
- O oficial também disse que o vôo não pode decolar sem a autorização “deles” e que eu podia ficar tranqüilo. Aquilo não me tranqüilizou muito porque demonstrava muito poder: se eles podiam segurar um avião, podiam muito bem segurar um zé mané como eu também. Então ele sumiu.
- Vários outros minutos depois e sem ninguém para falar reclamei com a durona novamente. Ela não estava muito aí e mandou continuar quietinho. A Tati foi comprar vodka de presente no free shop.
- Já chamavam o nosso vôo para o embarque e comecei a surtar. “Ô durona, como é que eu fico aqui?” é o que eu queria falar, mas me limitei as mímicas.
- O oficial baixinho e loiro e que gostava de dizer que tinham o poder nas mãos reapareceu. Informei-o que já chamavam para embarcar e ele novamente disse que não decolariam sem a ordem deles, mas era para eles não decolarem sem mim. Disse que meu passaporte tinha um problema de rasura no ano de validade. O “8″ do “2008″ era meio diferente dos outros algarismos. Eu custei a perceber isso. Ele pegou meu passaporte de dentro do guichê da durona para me mostrar. Achei que tinham levado-o para outro lugar para ser analisado, mas não: ele ficou com a durona que não fez checagem dupla nenhuma, pois carimbava outros passaportes da fila.
- Eles me devolveram o passaporte e saí com a impressão de que aquilo foi puro terrorismo psicológico sem nenhuma base, e que a data de validade do passaporte podia até estar escrita a mão. Além do mais, havia entrado e saído de uns 4 países sem problemas, inclusive na Rússia, e não era ali, na saída do país, que tinham que encrencar.
Paris, Cidade das Luzes
- Pegamos o vôo da Air France a tempo e o nível de simpatia já mudou quando um comissário francês percebeu que éramos do Brasil, disse que gostava muito de nosso país e nos deu um tratamento especial.
- Entramos tranqüilamente na França e encontramos o Larbi, amigo da Tati, que veio nos pegar de carro. A Tati ia ficar alguns dias em Paris e o meu vôo era dali a umas 7 horas, o que nos dava tempo para passear mais em Paris.
- Chegando na cidade, o trânsito de sábado estava péssimo. Estacionamos e fomos a pé até um bar na beira de uma represa no meio da cidade. Parecia que o Rio Sena começava ali. Mas estava lotado e fomos embora.
- De metrô, fomos até Montmartre e de lá a pé até a Basílica de Sacré Cœur (mapa). As ruas sempre cheias de turistas. Perto da basílica, muitos jovens se amontoavam na escadaria para se assistirem e também a showzinhos de voz e violão amplificados que aconteciam esporadicamente lá. Um pouco mais afastado, um homem tocava violão mais seriamente e soltou um samba sem que pedíssemos. Seu CD, que estava à venda, tinha outros temas brasileiros e também Street Beat do David Hewitt, uma música lindíssima e pouco conhecida.
- Quando dizem que Paris é a Cidade das Luzes, saibam que é com bastante propriedade. Ela emana beleza, humanidade, diversidade, cultura e bem estar.
- Ao caminhar pelas estreitas e belas ruas de Montmartre sentimos isso. Casas aconchegantes se mesclavam com pequenos parques e chafarizes, onde crianças construíam seus castelos de areia e adultos jogavam bocha. E também placas de sítios históricos, herdades e bustos de cantoras que deixaram saudade. Mais cafés charmosos com mesinhas na calçada.
Paramos num desses para encontrar com outro amigo da Tati, o François, e comer algo. Era um lugar descolado e moderninho com direito a garçom que fazia gracinhas. A certa altura o cozinheiro azulão trouxe um balde para uma das mesas e fez saltar nossos olhos enquanto enchia de chocolate líquido do balde as travessinhas de petit gâteau que seriam assadas em seguida. Ao terminar o importante trabalho, traçou tranqüilamente, sentado no mesmo lugar, um sanduíche de baguete, enquanto conversava com alguns garçons e outras pessoas de pé. Uma cena tão parisiense.- Começou a anoitecer e esfriar e tínhamos que voltar ao carro do Larbi de metrô. Fomos ao apartamento dele, tomou banho enquanto a Tati embrulhava uns presentes e fomos de metrô à festa de aniversário da Clarie, outra amiga da Tati.
- Se no metrô de Moscow há só loiros, o de Paris é uma salada étnica. Havia 3 mulheres negras vestidas com turbantes e tecidos coloridos, falavam uma língua bonitinha, rara de se escutar no Brasil, de sílabas simples com vogais que se repetiam. Larbi disse que provavelmente eram da África Subsariana. De qualquer forma, era uma delícia ouví-las conversar, mesmo sem entender uma palavra sequer. O mais engraçado era a combinação turbante e brinco LV da Louis Vuitton.
Hoje Terra é Pequena
- Clarie mora num apartamento de uns 50m² (o m² é muito caro em Paris e é comum as pessoas morarem com pouco espaço), com sala, cozinha, quarto, banheiro e um terraço exclusivo que é o forte do apartamento. É um pouco maior que o apê do Larbi. Umas 10 pessoas alegres estavam de pé e se dividiam entre o social e assistindo um jogo importante de Rugby que passava ao vivo na TV. Foi divertido mas pena que já tinha que pegar o RER (trem intermunicipal) e tomar o vôo para o Brasil.
- Tati me levou a estação correndo e me pôs no trem. Poderia ter feito isso sozinho, mas como estava atrasado, uma francesinha esclarecida foi importante para me colocar no trilho certo sem perder tempo. A despedida foi encurtada pela chegada do trem. Ela voltou para a festa da Clarie, e eu estava a cominho do Brasil.
- O trem quase vazio parou em todas as estações e ninguém entrou nem saiu. O caminho era longo e fiquei apreensivo em chegar tarde. Mas cheguei bem na hora do embarque.
- No vôo fechei os olhos tranqüilo, alimentando a saudade que em breve estaria morta. Saudade da família, sobrinhas, de casa, dos amigos, do bairro conhecido. Da língua que domino as gírias, o sotaque, a cultura local.
- Compilei um pouco as memórias das últimas semanas e cheguei a conclusão que além do muito que descobri sobre muitas coisas, aprendi também sobre mim mesmo, sobre a Tati, sobre o que é viajar. E que viajar é, em parte, voltar para casa crescido e com vontade de abraçar o mundo.
- Gilberto Gil já dizia: Antes mundo era pequeno porque Terra era grande / Hoje mundo é muito grande porque Terra é pequena / Do tamanho da antena parabolicamará.
Minha São Paulo é uma cidade lotada de restaurantes vegetarianos, como uma cidade cosmopolita não podia deixar de ser. Temos mais de 50 catalogados !
A maioria segue o padrão sirva-se-e-coma-a-vontade, e não passam de R$10 ou R$15 por pessoa, geralmente com bebidas e sobremesas incluidas. Isso os faz ter o melhor custo-benefício entre os restaurantes, e são uma ótima opção também para os não-vegetarianos.
A lista abaixo é um resumão de um movimentado tópico na comunidade São Paulo do orkut.com, e que continua crescendo com a ajuda da comunidade dos Paulistanos Vegetarianos, do mesmo Orkut. Está ordenada por P.N. e provavelmente inclui todos os restaurantes vegetarianos de São Paulo, porque várias pessoas contribuem constantemente. Deus salve as comunidades.
Se você conhecer algum que não está aí, ou que esteja com informação imprecisa, por favor deixe um comentário. Esta lista só será melhor ainda se você continuar contribuindo para ela.
Este mapa interativo contém todos os restaurantes da lista. Encontre a região desejada e veja clique nos ícones para ver os restaurantes próximos. Mantenho ele publicamente disponível no Google Maps.
Exibir mapa ampliado
Mapa de Restaurantes Vegetarianos
Maha Mantra
R. Fradique Coutinho 766, na metade do quarteirão após a Inácio Pereira da Rocha (ou o Galinheiro), Vila Madalena. 3032-2560. www.mahamantra.com.br
Sem dúvida o melhor vegetariano de São Paulo, ou do mundo (conferido no México, Amsterdam, Munique, Paris, New York e outras cidades).
A cozinha mistura receitas indianas com idéias de cozinhas de outras civilizações. O resultado são soberbas feijoadas, babaganushes, dhals, etc. Alho e cebola não são usados porque atrapalham a prática da meditação.
Abre mão do excesso de opções para concentrar as delicias, desde a simples salada até o prato mais sofisticado. Os chutneys, especialmente os de manga e abacaxi, sempre se superam. Entre as bebidas, prove algum lassi (yogurt batido com água de rosas com opção de alguma fruta) ou deixe-o para a sobremesa, pois ele não mata a sede.
Falando nisso, as sobremesas não estão incluidas no preço, e o pudim de yougurt com calda de frutas vermelhas vale a pedida pela leveza.
R$11,50 por pessoa durante a semana e R$17 sábado e domingo. Sobremesas e sucos não inclusos.
Atualização 3/08/2008:
Depois de muito tempo voltei ao Maha Mantra para almoçar ontem. Descobri que mudou de dono e agora Fernando e Mariana tocam simpaticamente o lugar.
A comida continua espetacular, com ênfase no sabor indiano e temperos marcantes. Fernando me atualizou que os vegetais agora são orgânicos e vêm muito frescos de uma fazenda de Morungaba. É verdade, fresquíssimos.
O pudim de yougurt na sobremesa continua sensacional. E os chutneys, ah os chutneys…
A partir de 15/08/2008 o Maha Mantra abrirá nas noites de sexta e sábado servindo um buffet se sopas e saladas e opções no cardápio. Especificamente no dia 15/08, a partir das 18:30, haverá uma cerimônia do fogo para inaugurar essa nova atividade. Não vou perder.
Gaia Gourmet Vegetariano
Rua Cônego Eugênio Leite 1152. Pinheiros. 3031-0680
Mande um e-mail para gaiavegetariano@ajato.com.br e receba diariamente o cardápio do dia. Escrevi um artigo rasgando a seda para o maravilhoso Gaia Gourmet aqui.
Gopala Prasada
R. Antonio Carlos 413, Perto da Av. Paulista. 3283-3867
Há fila no almoço, que é compensada pelo visual da espera, com pétalas de rosas no chão e decoração indiana. Não é self-service. Senta-se e escolhe-se o prato entre 2 opções. Os sucos são divinamente especiais, misturando frutas com essencia de rosas. A comida é satisfatória. Come-se em pratos e copos de metal, que remetem a Índia. Em indi, prasada significa refeição (aprendi isso em Nova Gokula, dos Hare Krishna :-). R$10 com tudo incluido, de 2ª a sábado.
Bio Alternativa
Al. Santos 2214, quase esquina com a Augusta, ironicamente ao lado do McDonald’s, e em frente ao Galeto’s e Habib’s. 0800-556-876
Segue a linha supernatureba, e acho que não usam ovos nem leite e derivados. Receitas originais e gostosas, com opções de patês e pães. R$14 o buffet. Bebidas e sobremesas a parte.
Vegethus
R. Padre Machado 51, perto do metrô Sta. Cruz, Vila Mariana. 5539-3635.
95% vegan, e o que não é fica em evidência com as plaquinhas ao lado de cada prato. Tudo parece feito com amor e atenção. Tive a impressão de ver mais sobremesas que pratos quentes, sendo a maioria baseado em frutas em calda e compotas. O bolo de fubá estava impressionante.
Num domingo de feriado, 14:00, ameaçaram espera de 10 minutos, mas só esperei 2. Há uma lojinha com livros e coisinhas lá dentro.
George Guimarães, o proprietário, é um grande ativista do vegetarianismo, proferindo palestras etc. O restaurante é usado para uma série de eventos, jantares, pic-nics externos, com agenda mensal, tornando-o um centro social para vegetarianos. A última que se tem notícia é o autêntico Jantar Junk Food, com junks tipo hamburguers, cachorro-quente, frituras, bebidas gaseificadas, e outras porcarias em sua versão vegetariana a uns R$8 por pessoa. Informações no próprio restaurante e no site.
R$11 com sucos e sobremesas. Só almoço. Fecha sábado. Pode abrir para eventos especiais.
Apfel
R. Bela Cintra 1343, entre Al. Santos e Al. Itú, Jardins. 3062-3727.
Destaque para a PVT (proteina vegetal texturizada, ou carne-de-soja), que é a melhor que conheço. R$10 por pessoa, sucos e sobremesas incluidas.
Apfel no Centro
R. Dom José de Barros 99 1o. andar, Centro. 3256-7909
Alcaparra
Av. Pompéia 2544, metros antes da Heitor Penteado, Pompéia. 3672-7674
Bom e simples, sem nenhuma especialidade nem pratos superoriginais. Ótimo para quem está por perto e quer comer bem. Há uma lojinha anexa de livros exotéricos, e produtos natureba. R$10 no buffet, com boas sobremesas incluidas.
Cachoeira Tropical
R. João Cachoeira 275, depois da Pedroso Alvarenga, perto da Av. 9 de Julho, Itaim. 3167-5211
Provavelmente o mais conhecido e o mais cheio de opções. É o mais lotado também, com risco de espera. Tudo está incluido no preço do buffet, e pode-se escolher sobremesas com ou sem açucar, com ou sem gelatina (derivado animal). Criaram a pouco tempo um anexo similar, só que com uma opção de carne leve, como peixe ou frango. É ainda mais lotado. Uns R$9 pelo buffet.
Lá Na Quitanda
R. Rodésia 128, perto do Forum, Vila Madalena. 3097-0410.
Os clientes da região fazem-no o mais descolado dos vegetarianos, que por sua vez contrasta com seu visual: fica nos fundos rústicos de uma verdadeira quitanda! Não bastasse o charme, a comida é muito boa também. R$10 com tudo incluido. Das 12h às 16h.
Cheiro Verde
Peixoto Gomide 1413, entre Al Franca e R. José Maria Lisboa, Jardins. 289-6853
Ambiente bonito e agradável. Usam muita batata e muito queijo, o que lhes esconde a falta de originalidade. É a la carte e muito caro, se comparado aos outros vegetarianos. Sempre aparece bem colocado nos guias oficiais de restaurantes, talvez pq fez fama entre famosos carnivoros, que não ligam para vegetarianos. Vale a pena uma vez, para conhecer, e só.
Bio Alternativa em Higienópolis
R. Maranhão 812, perto do Shopping Higienópolis.
É o primeiro da rede Bio Alternativa, e fica sobre uma grande loja de produtos naturais.
Orange
R. Batataes 388, entre Joaquim Eugênio de Lima e Al. Campinas, Jardins. 3885-3384.
Destaque para os sucos especiais, e comida leve e saborosa. R$11. Somente dias úteis.
Aspargus
Av. Paulista 352, perto do metrô Brigadeiro, dentro do prédio ao lado do Fran’s Café.
Alguém relatou que viu o cozinheiro saindo da cozinha com vassoura na mão, correndo atrás de camundongos. R$9,90, só em dias úteis.
Nutrisom
Viaduto 9 de Julho, 160, sobreloja. Perto da Av. Consolação com a São Luis. 3255-4263.
Só almoço e fecha aos sábados. Funciona domingos e feriados. Comida sem pretenções e atendimento simpático. R$13,90 com sucos, chás e sobremesas (algumas a vontade, outras não).
Sabor e Saúde
Luis Coelho 214/222, entre Bela Cintra e Augusta.
Várias opções no buffet, mas nada supersaboroso. Se você estiver na região, o Gopala Prasada é uma opção mais autêntica.
Lagoa Tropical
Borges Lagoa 406, atrás do Hospital São Paulo. Vila Clementino. 5579-9228.
Só almoço, fecha sábados.
Instituto de Desenvolvimento da Consciência Humana
R. Correia Dias 161, perto do metrô Paraiso. 5083-1930. http://www.idch.art.br.
É uma espécie de centro cultural alternativo, com festas, aulas de yoga, etc. Parece que deixou de ser um restaurante e virou uma lanchonete a noite. Mais informações sobre o restaurante, com cardápio e tudo.
Flor de Liz
Rua Doutor Cândido Espinheira, 643, Perdizes. 3676-1615. Diariamente, 11h30 às 16h. Loja: diariamente, 9h às 16h.
Há opções com peixes e frango tb.
Moinho de Pedra
R. Francisco de Morais, 227. 5181-0581.
Almoço de 2ª a sábado.
Moema Natural
Al. dos Arapanés, 1456 - Moema
Al. Jauaperi, 1332 - Moema
Achei que era vegetariano, mas mantém uma opção de frango. Sobremesas e bebidas não incluidas no buffet.
Mercearia Alternativa
Fradique Coutinho 910, quase com a Inácio Pereira da Rocha, em frente a Livraria da Vila e ao lado do Fran’s Café, na Vila Madalena. 3816-0706
Arroz de Ouro
Largo do Arouche, 88, Centro. 223-0219. Dia 31/Jan/2008 passei lá e observei que este restaurente fechou.
Este restaurente fechou.
Bio Natural
Av. Paulista 2073, Conjunto Nacional.
Biosfera
Av. Higienópolis 618 (na praça de alimentação do Shopping Higienópolis). 3823-2855
Cio da Terra
R. Mairinque 163, Vila Clementino. 5572-2054
Tem loja de produtos naturais.
Mosteiro Dévakan
Pça General Gentil Falcão 86. Brooklin. 5506-3875
R$9,00 pelo prato do dia, R$7,50 salada Oceano, e R$2,50 o salgadinho.
Satori
Praça Carlos Gomes 60, 1° andar. Liberdade. 3242-9738.
Não abre aos domingos
Ásia Veg
R. Avanhandava 378 (com 9 de Julho), Bela Vista ou Centro. 6841-1945.
Culinaria asiática vegetariana no centro, principalmente para delivery. Yakissobas, yakimeshi, bifun e chop-suey a R$5,00 e R$1,00 a mais com tofu defumado. Opções de lanches, salgados, sucos, doces, chás, e até pão de mel vegano a preços muito bons.
Sorveteria Soroko
R. Augusta 305, lado centro, em frente a um muro, perto da rua do Mackenzie. 3258-8939.
Sorveteria que tem opções com e sem leite (vegan). O vegan abóbora com côco impressiona, enquanto que o abacate com leite é intragável.
Servem também açaí na tigela. Se você é vegan, prefira os sorbets (sem leite) da Sotto Zero, Offelê ou outras sorveterias melhores. Sistema self-service por quilo, por uns R$16 o quilo. A regra da casa é não fazer degustação, diferente da Sotto Zero ou Offelê, por exemplo, onde esta prática é deliciosamente liberada.
Pizzaria Vegan
R. Guaricanga 135, Lapa. 3982-3030, dimiveg@yahoo.com.br. Pede-se ligar antes para reservar.
Usam requeijão de soja, PVT, produtos orgânicos da feira do Parque da Água Branca. Há também esfihas integrais. Sábado a noite (20:30 às 0hs), sistema rodízio com 5 sabores a R$10 com sobremesa incluida. Sábados e domingos coma a vontade no almoço (12:00 às 16:00) incluindo sobremesa, e sucos a parte. Criança acompanhada de adulto pagante não paga. Pede-se ligar antes para confirmar presença.
Integrão
R. Joaquim Antunes 377, Pinheiros. 3085-3703 e 3088-3335
Almoço e jantar de 2ª a 6ª e almoço aos sábados.
Lótus
R. Brigadeiro Tobias 420, esquina com Senador Queiroz, Luz. 229-5696 ou 229-6769
Vastíssima mesa de opções de saladas e pratos quentes inspirados na culinária chinesa. As opções que levam leite e ovos estão marcadas, o que o torna prático para vegans. Comida saborosa mas muito carregada em frituras. Sistema a kilo, onde os bons garfos, acostumados a comer a vontade em outros restaurantes do gênero, acabam pagando caro.
Refrigerantes e sobremesas (nada naturais) não incluidos, apesar de que há frutas no buffet de saladas.
Creatyvo
Av. Padre Antonio José dos Santos 1512, Brooklin. 5505-9400.
Sistema a la carte. Segunda a sábado das 12:00 às 15:30. A noite (terça a domingo a partir das 18:00) vira pizza-bar com bons sabores.
Sattva
R. Consolação 2904, Centro. 3083-6237 / 3062-7239.
Um dos poucos que abrem a noite. Pena que a comida a la carte não é aquelas coisas. Usam muita batata.
Prestam também um serviço de emagrecimento baseado em cardápios semanais.
Vivenda Silvestre
R. Arandu 407, Brooklin. 5507-2704 e 5506-8944
Só almoço, fecha sábado.
Alfredo
Largo do Café, 14. 11h-15h. 3104-9970.
Self-service a vontade com sobremesas e sucos incluidos.
Primeiro andar é um restaurante vegetariano, e no segundo um natural.
Lila
R. Ivorá 23, Morumbi. 3746-5803
Almoço de 2ª a 6ª.
Demether
R. Verbo Divino 1519, Santo Amaro. 5182-9118
Almoço de 2ª a 6ª.
Manipura
R. Fidêncio Ramos 49, Vl. Olímpia. 3849-0201
Bioqualitá
R. Cardoso de Almeida 1457, Perdizes. 3801-4406
Safra
R. Venceslau Bras 86, Centro. 3241-5378
Almoço de 2ª a sábado, a quilo e com uma sobremesa grátis.
Delícia Natural
R. Albion 193, Lapa
Almoço de 2ª a 6ª.
Family
R. Riachuelo 100, Centro. 3104-5621
Almoço de 2ª a 6ª.
Boa Saúde
R. Tobias Barreto 809. 6605-6452.
Só almoço, fecha aos sábados.
Grano Vegetariano
granoencomendas@gmail.com, 3885.6510 ou 9679.5910
Produtos congelados para estocar, resfriados ou quentes para consumo imediato. Oferecemos produtos lactos ou vegans. Mande um e-mail para receber o cardápio ou fazer encomendas.
Céu Natural
R. Hideo Sugyama 70, Jabaquara. 5034-3719
Viva Melhor
Rua Silvio Penteado 08, Brás. 3313-2110, veganas@terra.com.br
Totalmente vegan. Funcionamento de segunda a sexta-feira das 9h00 às 18h00. Aos sábados das 9h00 às 17h00
Recanto Vegetariano
Rua Florida, 1442, Brooklin. 5506-8944 ou 5507-2704.
Ainda não os conheço, mas parecem ser muito preocupados com qualidade e higiene. Seu site é bem feito e divertido.
Ciência e Natureza
Av. Eng. Luis Carlos Berrini, 1127. 5505-1461
Segunda à sexta das 11:30 às 15:30. Entrega lanches em domicílio das 10 às 18 horas.
Espaço Natural
Av. Cotovia 900. 5096-1301
Diariamente das 11:30 às 16 horas inclusive feriados.
Ana Gouveia
R. Botucatu 693. 5579-4983
Segunda à sexta das 11 às 16 horas. Chá das 16 às 18 horas.
Sabor Ético
R. Arthur de Azevedo 980, Pinheiros, a duas quadras da Henrique Schaumann. 3062-9917 e 3063-5344.
Vegan orgânico que oferecen chá da manhã, almoços e lanches diariamente, e pizza no sábado a noite, tradição trazida de seu antigo endereço na Lapa. Segunda a sexta até as 18h, sábado a partir das 19h.
Mandala
Rua Anésio Pinto Rosa, 63 - Brooklin (entre as av. Luiz Carlos Berrini e av. Nova Independência). 5102-4381
Inaugurado no final de fev/2005, oferece comida lactovegetariana védica, feita por monges Hare Krishnas. Além dos pratos tradicionais como bife vegetal, arroz dal (feijões e lentilhas com especiarias) e também das massas, como lasanhas, panquecas e koftas (almôndegas vegetais ao molho) , pode-se comprar os pães integrais feito todos os dias. Após o almoço, há um cantinho especial para relaxar, com música tranqüila, energética e propícia. O restaurante funciona de seg. a sex. no horário do almoço, até 15:00 hs. São duas opções de pratos por dia, sendo que se pode pedir parte de um e de outro, podendo repetir o quanto quiser. O prato custa R$12,00. Inclui saladas, sucos e sobremesas. O ambiente é agradável e bem decorado e a comida muito saborosa (segundo minha opinião). Aceitam cartão Visa (não sei se outros).
Templo Zu Lai
Estrada Municipal Fernando Nobre, 1.461 (Rod. Raposo Tavares km28, saindo a direita seguindo as placas para o templo). 4612-2895.
Considere isso mais que um almoço, mas uma agradável visita a este belíssimo e exuberante templo budista. O objetivo deste lugar não é ser um restaurante. A comida é oferecida como um serviço secundário aos visitantes e aos que vão orar no templo. O almoço é servido até as 14:00 e há filas. Os alimentos são simples e lembram comida chinesa, distribuindo-se entre saladas, preparados de legumes, sopas, tofu e PVT. Os R$10 por pessoa incluem almoço a vontade, alguma fruta e água. Outras bebidas e pães-doces a parte. Há uma cafeteria também vegetariana no templo, onde pode-se sentar ao ar livre. Visite também o museu budista e informe-se sobre cursos de culinária vegetariana, meditação etc.
Fulô
rua. Haddock Lobo, 899. 3081-7769.
Satya Mandir Bistrô
Alameda Franca, 444. 3284-7961.
Vegacy
rua Augusta, 2077. 3062 9989.
Puri
rua Augusta, 2052. 3062 4429.
Prema
R. Maria Figueiredo, 189. 3283-0884.
Almoço: 12:00 – 15:30hs. Happy Hour Natural: 17h00 – 20:00hs
Fica dentro de uma escola de yoga, perto da Paulista. Oferecem duas opções de entrada e duas opções de prato principal a escolher. A salada esta ótima, com excelente molho de gengibre. Comi também uma feijoada que podia estar mais bem temperada. Se trabalhasse lá perto, comeria quase todos os dias. Se não, provavelmente não me deslocaria até lá para almoçar.
Na sobremesa pedi uma torta de maçã com sorvete de castanha. Estava bem pesado.
Renata Rocha também conta: Tenho almoçado no Prema e gostado bastante de lá, só que precisa chegar cedo pra conseguir comer direito e ser bem atendido, depois de 12:30 a comida fica faltando no balcão e a casa lota.
Banana Verde
Rua Harmonia, 278, Vila Madalena. 3814-4828.
R$ 22,00, entrada, prato principal e sobremesa. Também serve café da manhã.
Lar Vegetariano
Rua Domingos Rodrigues, 423, Lapa. 3835-2490.
De R$ 15,00 a R$ 20,00, cardápio original.
Segunda: Lasanha, Pizzas, Bife de Soja…
Terça: Strogonoof, Croquetes, Abobrinha ou Berinjela a Milanesa…
Quarta: Feijoada veg, Esfihas integrais , Quibe de forno..
Quinta: Panqueca,Torta e Hamburguer de PVT
Sexta: Yakissoba, Pizzas, Bife de Soja…
Sábado: Noite de Pizzas - Rodízio de 6 Pizzas Salgadas, Pizzas Doces, Espeto veg, Salgados e sorteios. Das 19:15 às 23:00 h, e deve-se fazer reserva.
Domingo: Reservado para Festas, Eventos e Encontros.
Zym
Rua Tonelero, 1248. 3021-563.
Vitallis
Av. Lins de Vasconcelos,1659. 6914-2294
Soja Brasil
R. Maria Paula, 140 piso L. 3106-0726.











