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Short updates
Eu só posso concordar com o que o Thiago Vinhas escreveu em seu artigo.
Não estou muito próximo do projeto Debian, mas meu feeling sobre ele é que ele está se auto-canibalizando. Antropofagia pura.
Se o único objetivo dos membros do projeto é se divertir criando um sistema operacional, seu produto só acabará sendo usado para diversão, em casa ou em laboratórios. Não inspira confiabilidade e “flor-que-se-cheire” a longo prazo. Sem isso, empresas (com dinheiro no bolso) nem chegam perto dele.
Escondendo marcas já consagradas como o Firefox e Thunderbird só para exagerar essa liberdade que as pessoas não entendem – mas que elas já tem – ajuda a destruir uma marca e mindshare coeso que Linux como um todo pode criar. Ai eles é quem perderão a liberdade de trabalhar com o que gostam: Linux.
O foco do projeto Debian parece ser única e exclusivamente a religião.
E eu acredito que o melhor balanço está no equilíbrio entre religião e razão – coisa que distribuições que se propuseram a trabalhar com as pressões do mercado, como Red Hat e Novell, fazem muito melhor.
E lembrem-se: leis mercadológicas só dão espaço para duas opções. Um é pouco, três é demais.
Longa vida a quem sabe balancear as coisas.