Eu odeio LPs

Eu odeio LPs

ūüáßūüá∑ Eu odeio LPs.

Não porque têm som ruim.

Mas porque, na nossa era, representam a vit√≥ria do capitalismo t√≥xico, aliado a extraordin√°rio marketing, sobre a ingenuidade e ignor√Ęncia das pessoas, quando lhes vende um refugo obsoleto como se fosse artigo de luxo.

Fica pior quando se descobre que boa parte dos novos fonogramas, impressos e vendidos em vinil a pre√ßo de ouro, foram originalmente gravados em est√ļdio moderno com processo inteiramente digital.

M√ļsica em formatos digitais tem alta fidelidade por defini√ß√£o e √© o mais pr√≥ximo que se pode chegar dos m√ļsicos e sua performance no est√ļdio.

ūüá¨ūüáß I hate LPs.

Not because they have bad sound.

But because, in our era, they represent the victory of toxic capitalism, allied with extraordinary marketing, over the naivety and ignorance of people, when it sells them obsolete junk as if it were a luxury item.

It gets worse when it is discovered that a good part of the new phonograms, printed and sold on vinyl at the price of gold, were originally recorded in a modern studio with an entirely digital process.

Music in digital formats is high fidelity by definition and is the closest thing you can get from the musicians recording their performance in a studio.

Baddadan, translated

Baddadan is a powerful grime style song released in 2023 by British artists. Its lyrics may sound as gritty depictions of urban life at first, but they are actually about self empowerment. The song beat and atmosphere are very refreshing and innovative, while the ‚Äúbaddadan‚ÄĚ phrases are intriguing, having the word derived from ‚Äúbadder than‚ÄĚ. Their mistery is explained here.

Read More

Nefasta campanha de estatísticas de audição do Spotify

Sem chance de eu obter qualquer estat√≠stica sobre meus gostos musicais, artistas e m√ļsicas que mais ou√ßo. Ora, porque n√£o uso Spotify. Ou√ßo m√ļsica majoritariamente de meu acervo pessoal (via Jellyfin, Kodi e outros tocadores) ou no Tidal que ganhei do plano de telefonia. E tamb√©m em r√°dios como Soma.FM, Mixcloud, R√°dio USP FM e Cultura FM onde o repert√≥rio √© feito diretamente por humanos.

Read More
Relaxing Orient album

Relaxing Orient album

Relaxing Orient album

‚ÄúRelaxing Orient‚ÄĚ is an album I’ve been listening to for years to meditate, relax, calm down, or work with focus. It consists of 21 instrumental tracks, virtually percussion-free, very slow, and featuring textures, melodies, and instruments from the Far East. It takes me on a journey.

The artists on the album are Wayne Jones, Karen Hua-Qi Han, and Amy Hayashi-Jones. Wayne Jones, in particular, has other excellent albums of completely different styles that are worth checking out.

It’s available on all music platforms.

Tidal ‚ÄĘ YouTube Music

Also on my Facebook.

Barbie Girl

Andei muito pela Av. Paulista e diversos x√≥pens nos √ļltimos dias e vi uma enormidade de gente vestindo cor-de-rosa para celebrar o filme da Barbie.

Para mim isso √© um grande e bem-vindo d√©j√† vu √† bel√≠ssima can√ß√£o Barbie Girl de 1997 do Aqua, que deixo aqui em in√ļmeras vers√Ķes deliciosas.

Somos todos pela cultura pop!

A canção original de 1997, do Aqua
Read More

Esta√ß√£o de R√°dio a partir de uma M√ļsica

Todas as plataformas de m√ļsica t√™m uma fun√ß√£o incr√≠vel que cria uma esta√ß√£o de r√°dio a partir de uma m√ļsica. A√≠ comecei com ¬ęThe Captain of Her Heart¬Ľ, da banda su√≠√ßa Double, e o que se seguiu foi um p√© na jaca das coisas mais melecadas e saudosas dos anos 80. J√° salvei a playlist como ‚ÄúCheesy 80s‚ÄĚ.

N√£o preciso nem dizer que √© pr√° voc√™ experimentar tamb√©m a fun√ß√£o com a m√ļsica que mais estiver a fim de ouvir no momento.

Cristina Azuma no Instrumental SESC

Cristina Azuma ontem no Instrumental SESC deu uma aula-show sobre a hist√≥ria do Viol√£o. Da Viola Barroca ‚ÄĒ em uso na foto ‚ÄĒ com pe√ßas do espanhol Santiago de Murcia (1673‚Äď1739), saborizadas com interpreta√ß√Ķes j√° latino-americanas, depois Viola Caipira ‚ÄĒ no meio na foto ‚ÄĒ, e depois viol√£o. Foi uma viagem, pelo tempo, pelo mundo e tamb√©m pelos sentidos.

Read More

Chamamé Latino-americano

O Chamamé latino-americano está para a bacia do Rio da Prata (Pantanal brasileiro, Misiones na Argentina, Pampas paraguaio, Uruguay) assim como o Blues americano está para a bacia do Rio Mississippi.

‚ÄĒ Almir Sater, violeiro pantaneiro

Lembre-se disso sempre que for ouvir um Blues americano sem nunca ter ouvido um Chamamé latino-americano.

O violeiro ga√ļcho Valdir Verona faz essa ponte com seu Chamam√© Blues #2.

Publicado também no Facebook.

Can√ß√£o Um √ćndio, de Caetano

Esta canção voltou à minha cabeça creio que por causa das coisas que ando lendo sobre mudança climática, decadência social de grande quantidade de pessoas etc.

Fala de uma Terra depredada pela civilização e aí vem um índio-messias que deixa todos atonitos por falar e fazer nada mais do que o óbvio.

Uma pessoa ‚ÄĒ Caetano Veloso ‚ÄĒ que escreve uma letra prof√©tica como esta, j√° em 1976, 45 anos atr√°s, merece todo o meu respeito.


Um índio descerá de uma estrela colorida e brilhante
De uma estrela que vir√° numa velocidade estonteante
E pousará no coração do hemisfério sul
Na América, num claro instante
Depois de exterminada a √ļltima na√ß√£o ind√≠gena
E o espírito dos pássaros das fontes de água límpida
Mais avançado que a mais avançada
Das mais avançadas das tecnologias
Vir√°, imp√°vido que nem Muhammed Ali, vir√° que eu vi
Apaixonadamente como Peri, vir√° que eu vi
Tranquilo e infalível como Bruce Lee, virá que eu vi
O axé do afoxé, filhos de Ghandi, virá
Um índio preservado em pleno corpo físico
Em todo sólido, todo gás e todo líquido
Em √°tomos, palavras, alma, cor, em gesto, em cheiro
Em sombra, em luz, em som magnífico
Num ponto equidistante entre o Atl√Ęntico e o Pac√≠fico
Do objeto, sim, resplandecente descerá o índio
E as coisas que eu sei que ele dir√°, far√°, n√£o sei dizer
Assim, de um modo explícito
Vir√°, imp√°vido que nem Muhammed Ali, vir√° que eu vi
Apaixonadamente como Peri, vir√° que eu vi
Tranquilo e infalível como Bruce Lee, virá que eu vi
O axé do afoxé, filhos de Ghandi, virá
E aquilo que nesse momento se revelar√° aos povos
Surpreenderá a todos, não por ser exótico
Mas pelo fato de poder ter sempre estado oculto
Quando terá sido o óbvio

Publicado também no Facebook.

Encontro com Caetano Veloso

O cora√ß√£o pulou num show praticamente privado que Caetano Veloso nos concedeu na Casa do Povo. Uma hora de can√ß√Ķes conhecid√≠ssimas, que ele poderia ter extendido por muito mais tempo, pois tem repert√≥rio para tal. Performou super afinado, em √≥tima forma e t√©cnica e fez quest√£o de espontaneamente se declarar ‚Äúde esquerda‚ÄĚ no palco.

Caetano Veloso na Casa do Povo em 2018-05-27

Ap√≥s o show tive o privil√©gio de conversar com a figura quase m√≠tica. Contou hist√≥rias sobre as d√©cadas de 60, 70, 80 etc. Contei que ao longo de seu show lembrei de sua can√ß√£o ¬ęPr√° Ningu√©m¬Ľ e ele por sua vez contou sua hist√≥ria, desconhecida para mim. Em 1993 Chico Buarque escreveu a m√ļsica ¬ęPara Todos¬Ľ que Caetano ouviu pela primeira vez na casa do autor e chorou de emo√ß√£o ali mesmo. ¬ęPr√° Ningu√©m¬Ľ √© a resposta de Caetano para a can√ß√£o de Chico, poema musicado que cita um monte de cantores e suas can√ß√Ķes famosas compostas por outros. Disse tamb√©m, quase como um segredo, que Jo√£o Gilberto adora a can√ß√£o de Chico, e a partir da√≠ contou diversas hist√≥rias malucas sobre Jo√£o.

Que noite !

Canção Paratodos, de Chico Buarque
Canção Prá Ninguém, de Caetano Veloso

Jornada musical até Engenho de Flores

Na d√©cada de 1990 eu entrei na faculdade no interior de S√£o Paulo e sa√≠ do casulo em diversos aspectos. Um deles foi o casulo musical pois passei a ter acesso a estilos musicais que eu mal conhecia. Meu batismo no Jazz/Fusion foi com um grupo local chamado Matisse ‚Äď tratava de n√£o perder nenhum show ‚Äď, do guitarrista Aquiles, e foi com eles que descobri o barato do improviso jazz√≠stico. Mas o que me definiu como brasileiro foi a MPB que se ouvia por l√°, trazida de todos os cantos do pa√≠s, e que nunca havia escutado em casa porque minha fam√≠lia era estrangeira. Depois criei asas e literalmente rodei o planeta em minhas descobertas musicais, tratando de divulgar o que eu achei e continuo achando de melhor.

T√ī contando tudo isso porque hoje, mais de 20 anos depois, esbarrei na can√ß√£o que ouvi em alguma festa de rep√ļblica uma √ļnica vez e passei os anos seguintes cantarolando pr√°s pessoas perguntando se conheciam, como se chamava, de quem era, onde poderia ouvir novamente etc. A√≠ vai ela. √Č a ¬ęEngenho de Flores¬Ľ, do maranhense Josias Sobrinho mas que ficou conhecida na voz de Papete (1978) e Diana Pequeno (1979). Ufa‚Ķ que jornada! Nem sei o significado da letra, mas sua sonoridade me devolve praquele tempo onde tudo era uma suave novidade. Ainda √©, na verdade.

Também no Facebook.

Impress√Ķes sobre o show do Vento em Madeira

VentoEmMadeira
Ontem, 16 de junho de 2015, fui ao show do Quinteto Vento em Madeira no Centro Cultural Cachuera. Dividiram o palco com M√īnica Salmaso. Apesar da presen√ßa da cantora, n√£o foi um show de MPB. M√īnica novamente exercitou seu lado B jazz√≠stico, deixou as letras de lado e ficou s√≥ no tum-d√°-chibum dos scats.

O quinteto √© liderado pela √≥tima flautista¬†L√©a Freire que tem um longo curr√≠culo de composi√ß√Ķes e grava√ß√Ķes muito boas. H√° tamb√©m Teco Cardoso, que j√° me fez perder a conta de quantos √°lbuns monumentais da M√ļsica Instrumental Brasileira ele participa. De Ulisses Rocha a Orquestra Popular de C√Ęmara, ao Pau Brasil, enfim…¬†Em boa parte do show os sopros de ambos participaram de exuberantes di√°logos: sax baixo de Teco subia quando a flauta de L√©a descia e assim por diante.

Como bons representantes da cena instrumental paulistana, o Quinteto Vento em Madeira √© vanguardista. Digo isso como um contraponto √† cena carioca, que √© mais renovadora do bom e velho choro/bossa/samba em roupagem instrumental. Mas voltando √† vanguarda paulistana, ela √© avan√ßada, ou seja, exige algumas boas ‚Äúescutadas‚ÄĚ por ouvidos j√° amaciados para que seja apreciada. √Č o caso do Duofel, Grupo Medusa, Feij√£o de Corda, D’Alma¬†e outros daqui da Pauliceia, que preferem a jornada do experimentalismo dissonante ao inv√©s do pop instrumental.

Mas esse n√£o √©, repito: N√ÉO √Č, o caso do Vento em Madeira. Apesar de claramente soarem como a¬†geografia vanguardista¬†paulistana, eles conseguem ser f√°ceis e deliciosos. Ocupam assim um espa√ßo incomum, dif√≠cil de preencher e √© isso o que faz o Vento em Madeira extraordin√°rio. Talvez pelo comando da natureza mel√≥dica dos instrumentos de L√©a e Teco, talvez porque se projetaram assim, sei l√°. E n√£o importa.¬†O que importa √© que foi um dos melhores shows que fui nos √ļltimos tempos, composi√ß√Ķes automaticamente inspiradoras e mel√≥dicas √† moda antiga, s√≥ que tudo novinho em folha.

Acho tamb√©m que eles tinham que sequestrar a M√īnica de vez e virar um sexteto. Esse neg√≥cio de ‚Äúparticipa√ß√£o especial‚ÄĚ j√° n√£o cola mais porque a gente sabe que ela t√° em todas. E se arriscar muito ela passa a Joyce que para mim √© ainda¬†a maior ‚Äúscater‚ÄĚ do Brasil.

Uma coisa que me deixa mordido de feliz s√£o os maracatus que aparecem do nada no meio das m√ļsicas. Adoro maracatu. N√£o h√° nada mais brasileiro, intenso e chacoalhante¬†do que maracatu. E √© tudo culpa do baterista Edu Ribeiro. O pianista Tiago Costa tamb√©m se destacou como autor de √≥timas composi√ß√Ķes.

Ponto marcante do show foi o veterano pianista Amilton Godói (ex-Zimbo Trio) roubar a cena com Léa, ele no piano, ela na flauta contra-baixo, instrumento este que eu nunca tinha visto nem ouvido. Do tamanho de uma pessoa de pé, soa grave e delicado, acompanhamento perfeito para a suave composição de Amilton.

Tem que ser muito petulante, ou escravo de r√°dio ruim, ou tremendamente desinformado pr√° dizer que a M√ļsica Brasileira est√° perdida, que n√£o se faz mais coisa boa por aqui. O Vento em Madeira est√° aqui pr√° desdizer isso.

Fiquei feliz também que veio meu amigo Luiz e ganhei dele um álbum do violeiro Levi Ramiro que adoro. E que também consegui convencer meu ocupado colega de trabalho Alvaro Guimaraes, flautista, a adiar seus afazeres profissionais e vir ao show.

Coral Russo Sretensky no Mosteiro de S√£o Bento

Conforme havia twittado ontem, assisti ao Coral Russo do Monastério Sretensky ontem no Mosteiro de São Bento.

Filas gigantescas e mosteiro lotadíssimo garantiram que assistiríamos de pé. Mas valeu a pena. Um coral de uns 30 homens soltaram a voz que ecoou forte no teto alto da catedral.

Quando fui a Russia, no ano passado, descobri os corais sacros de l√° e fiquei exaltado. Esperava aquele tipo de m√ļsica inspiradora mas a apresenta√ß√£o de ontem foi mais folcl√≥rica, popular e de ritmos mais r√°pidos. Bom tamb√©m.

Devo parte da divers√£o de ontem √† vis√£o dos lit√ļrgicos da Igreja Ortodoxa Russa, com suas longas barbas e que se vestem de forma peculiar aos nossos olhos brasileiros.

Sobre o Mosteiro de S√£o Bento, no centro de S√£o Paulo, nunca havia entrado antes. Muito bem decorado e preservado, com diversas inscri√ß√Ķes em latim, imagens de santos, anjos etc. Vale a visita.

Almanaque Brasil

Que del√≠cia que √© ler o Almanaque Brasil. Faz um mon√≥tono v√īo (da TAM no caso, onde ele √© distribuido gratuitamente) passar bem mais r√°pido.

Creative Commons logo√Č o tipo de revista que a gente l√™ de cabo a rabo. E como o v√īo foi longo, l√° no comecinho descobri que todo seu conte√ļdo √© Creative Commons, incentivando sua dissemina√ß√£o.

E j√° que √© assim, vou copiar para c√° algo que aprendi em sua sess√£o Lambe-Lambe da edi√ß√£o 111 da revista, sobre como nasceu a m√ļsica mais famosa do Brasil, a Garota de Ipanema, num √ļnico c√©lebre encontro de seus autores Tom Jobim, Vinicius de Moraes e Jo√£o Gilberto em 1962 no restaurante Au Bon Gourmet no Rio. Conta que precederam a primeira apresenta√ß√£o com o seguinte di√°glogo:

  • Jo√£o: Tom, e se voc√™ fizesse agora uma can√ß√£o que possa nos dizer, contar o que √© o amor ?
  • Tom: Olha, Jo√£ozinho, eu n√£o saberia sem Vinicius para fazer a poesia.
  • Vinicius: Para essa can√ß√£o se realizar, quem dera o Jo√£o para cantar.
  • Jo√£o: Ah, mas quem sou eu? Eu sou mais voc√™s. Que bom se n√≥s cant√°ssemos os tr√™s.
  • Todos: ‚ô™ Olha que coisa mais linda, mais cheia de gra√ßa… ‚ô™

Virada Cultural 2008

A Virada Cultural Fico sem f√īlego de tanta emo√ß√£o que me causou a Virada Cultural que aconteceu este final de semana. √Č um evento simplesmente fant√°stico, genial, alucinante, maravilhoso e qualquer outro adjetivo que voc√™ possa imaginar.

Para quem ainda n√£o sabe o que √©, instituiram que em um certo final de semana perto de abril e maio de todos os anos, a cidade de S√£o Paulo inteira ‚ÄĒ mas principalmente o centro ‚ÄĒ abrigar√° 24 horas ininterruptas de atividade cultural gratuita, indiscriminada, intensa e a c√©u aberto. Vai de m√ļsica, a teatro, a cinema, a dan√ßa e por a√≠ vai. Come√ßou s√°bado umas 17:00 e foi at√© o final da tarde de domingo. E olha, n√£o d√° pra descrever o que foi aquilo, mas vou tentar.

Tenho a sorte de morar perto do centro e fizemos todos os programas a pé. Os dias estavam lindos e nos divertimos à beça. Confira:

  • Madeira de Vento, Theatro S√£o Pedro, s√°bado √†s 22:00
    Um quinteto de clarinetes que fez um show bel√≠ssimo de m√ļsica instrumental brasileira, percorrendo v√°rias composi√ß√Ķes de choro, maxixe etc. Os m√ļsicos t√™m forma√ß√£o erudita e trouxeram toda sua experi√™ncia sublime aos refinados arranjos para m√ļsica popular. Na verdade a m√ļsica popular tamb√©m emprestou um cromatismo todo vivo e alegre √† sua forma√ß√£o erudita. Um “sopro” novo na rica cena da M√ļsica Instrumental Brasileira.
  • Galera vibrando com o show do Teatro M√°gicoTeatro M√°gico, palco da Av. S√£o Jo√£o com R. Aurora, domingo √†s 9:00
    Nunca ouvi esse grupo mas foram muito bem recomendados por amigos. Um show lotado de mo√ßada que conhecia todas as letras, cantava as m√ļsicas em coro e usava camisetas com trechos de suas poesias. Seu estilo musical √© bem legal com letras jovens e inteligentes que me lembraram os Smiths, mas sem sua conhecida melancolia. O Teatro M√°gico faz sucesso sem tocar em r√°dio porque s√£o independentes (ou seja, n√£o t√™m uma gravadora por tr√°s para ficar pedindo que as r√°dios toquem seus albuns). S√£o conhecidos porque deixam suas can√ß√Ķes dispon√≠veis para download em seu site, e ainda por cima promovem que copiem suas m√ļsicas a vontade.
  • River Boat Jazz Quartet no terra√ßo do Bar Brahma, Av. S√£o Jo√£o com Av. Ipiranga, √†s 10:30
    Este n√£o estava no programa. √ćamos para o Municipal e fomos dragados pelas deliciosas notas desse conjunto de m√ļsicos alegres e de instrumentos um tanto bizarros. Dan√ßamos, tiramos fotos e nos divertimos com o resto do povo que tamb√©m foi pego de surpresa.
  • Grupo de Dixieland no Bar Brahma

  • Eduardo Gudin, Paulo Cesar Pinheiro e Marcia no Teatro Municipal, √†s 12:00
    Depois da fila em baixo do sol do meio-dia, veio o conforto e beleza do Municipal. Paulo Cesar Pinheiro ‚ÄĒ marido de Clara Nunes e um dos mais importantes compositores de Samba e MPB ‚ÄĒ foi saudado de p√© ao entrar no palco. Ele e os outros bambas mandaram ver como √© que se faz a fina flor da nossa m√ļsica melodiosa e de rimas ricas. Est√°vamos diante dos dinossauros da m√ļsica brasileira.
  • Taranc√≥n, palco da Av. Rio Branco com Av. Ipiranga, √†s 13:00
    Saimos √†s pressas do Municipal para ainda pegar este show, e conseguimos. A m√ļsica do Taranc√≥n √© singular na Terra do Samba. Praticam um estilo musical mais popular na Bol√≠via, Chile e Peru, chamado de Latino Americano. Lan√ßam m√£o dos charangos, tambores de pele, flautas de bambu e outros instrumentos ind√≠genas e marcaram melodiosamente a raridade global da m√ļsica deste continente, cantando em portugu√™s, espanhol e quechua. O Canto Lunar foi deveras emocionante e sua apresenta√ß√£o fez as pessoas dan√ßarem em roda como se fossemos integrantes de uma √ļnica grande tripo global. ‚ô™ √ď Lua, navega serena, vai de Ipanema ao c√©u do Ir√£ ‚ô™.
  • Renato Borghetti, palco da Av. Rio Branco com Av. Ipiranga, √†s 15:00
    A m√ļsica de Renato Borghetti fica em algum ponto nebuloso entre o totalmente gaud√©rio e o totalmente jazz contempor√Ęneo. E tamb√©m surpreende indo do sul-anteroidal ao norte-gonzagueante. C√° entre n√≥s, quanto mais ele se movimentar em todas as geografias mais a gente gosta, afinal, este pa√≠s √© ou n√£o √© um caldeir√£o de estilos? Tocou a gauch√≠ssima Redomona com sua gaita-ponto junto com os dedos velozes e precisos de Daniel S√° no viol√£o. Alucinante.
  • Renato Borghetti e sua Gaita-ponto

Mas o mais bonito da Virada foram “aquelas pessoas andando pelo centro da cidade como donas do local” ‚ÄĒ para usar as palavras do Andre que resumiu bem o evento. Outro grande amigo tamb√©m disse exatamente a mesma coisa e eu tenho que concordar com ambos.

Lamento n√£o ter ido nos Bossacucanova, Tet√™, nos violeiros do Mercado Municipal, Pepeu, Kroma, Celso Pixinga, e tantos outros que queria ver e prestigiar, isso sem nem contar as apresenta√ß√Ķes de dan√ßa, maratonas de cinema, teatro etc.

Ano que vem não perco a Virada por nada. Se tiver viagem, desmarco. Compromisso inadiável, falto. Se adoecer, fico são na hora. Mas vou. E espero encontrar você lá.

Veja também o mapa do Centro e os locais destes shows:

center
markers

Minha Virada Cultural

Esta é a programação que pretendo fazer nesta Virada Cultural. São as coisas que eu quero ver, e em vermelho as coisas que mais quero e pretendo conseguir.

Este ano o foco vai ser s√≥ m√ļsica. N√£o d√° pra fazer tudo… ūüôĀ

[link só prá planilha]