US bank account for non-US citizens

I’ve searched for a long time and finally found a US regular bank that will let me open a free checking account. It is BBVA Compass bank.

All these services are free: ATM withdraw and deposit (BBVA’s and AllPoint ATMs), full featured Internet banking, full featured mobile banking, Visa debit card, Apple Pay and more. The non-free services are listed here and exact rates depend on the US state where the account was opened.

bbva-logo

To open a checking account, you must personally visit a physical branch in US and spend 40 minutes on an interview. You will leave the branch with an open account and routing numbers containing a $26 balance plus valid user and password that can be used on BBVA’s app and Internet banking. Free Visa debit card will arrive to some US address in a week or two, so no ATM until then.

They have 2 free checking account types. The NBA Checking type is better – and this is the one you should open – because it gives you free access to AllPoint ATMs, which are very popular throughout US, and can be found in almost every 7 Eleven store. Use the AllPoint app to find one near you. Continue reading

SMS sem Ansiedade

SMS, WhatsApp, iMessage, Hangouts mudaram a forma como nos comunicamos.

Só não podemos nos deixar cair na armadilha de achar que a mensagem entrou no cérebro do destinatário quando aparece ✔✔. Evite ansiedade desnecessária pois o destinatário pode estar ocupado, esqueceu de responder ou simplesmente viu mas não leu direito.

De resto essas Apps são adoráveis mesmo.

Publicado também no Facebook.

Se você tiver vontade de abandonar o Brasil…

Se você tiver vontade de abandonar o Brasil, ir embora de vez porque está cansado disso tudo, deve parar e perguntar se a sua vida está mesmo tão ruim assim. E se essa ruindade toda é mesmo culpa do país onde você vive.

Há muitas pessoas que displicentemente falam mal de tudo com bem pouca profundidade. E isso é enormemente amplificado pelas usinas de circulação de pensamento que são as redes sociais. Tem certeza que você não está sendo facilmente influenciado por isso ? Continue reading

Ode às Redes Sociais e à Livre Circulação de Pensamento

Tirando uns 60% de conteúdo ainda meio supérfluo, redes como Facebook e Twitter são ferramentas sem precedentes na história da humanidade.

Se você consegue enxergar além da piadinha, da foto do bebê e do bichinho, perceberá que tratam-se de verdadeiras usinas de difusão e circulação de pensamento que mantém a mente fascinada, o raciocinio arejado e o coração aberto.

Não menospreze essas ferramentas alegando que prefere relações pessoais cara a cara. É como rejeitar voar só porque a natureza não te deu asas. É como esnobar Paris só porque você é carioca da gema. Já superamos isso, é uma desculpa ingênua, que não cola, que soa mal e não “cool”.

Seja um partícipe na circulação do pensamento. As idéias, a informação, o pensamento, tudo isso quer ser útil, de alto alcance, para transformar. Não exclusivo, não de difícil acesso e nem caro. Esses sistemas de engajamento podem completar e potencializar o melhor de você como qualquer ferramenta quando usada para o bem, só que de uma forma nunca antes vista na história desta humanidade.

Casal, Separação e Amor

Quando um casal se separa e cada um sai em busca de outros companheiros, com certeza encontrarão alguns que não tem os “defeitos e problemas” do anterior porque se especializaram em detectar esses “defeitos”. Mas com o tempo, com certeza absoluta encontrarão outros tipos de problemas, às vezes maiores que os do anterior, porque neste mundo nada ainda é perfeito, tudo está em constante evolução.

União edificante e bem sucedida é aquela em que cada um dá o melhor de si e ajuda o companheiro a superar seus problemas, exercitando amor fraternal e de nível superior.

Amor esse que não deve ser confundido com a curta faísca da paixão, amor que não é atração que decai tão rápido quanto a carne, que não é dependência emocional nem financeira. Amor que não é interesse e que não é medo ou veneração por regras sociais e religiosas.

Publicado também no Facebook.

O Twitter vai acabar, Facebook vai prevalecer

Prevejo (e costumo acertar essas coisas) que a médio prazo o Twitter tende a desaparecer. Mesmo com conteúdo melhor — pelo menos das pessoas que eu sigo —, seu concorrente, o Facebook, tem mais funcionalidades e possibilidades, é mais auto-contido e é mais colorido e diverso, o que o torna mais popular também.

Então acho que muitos continuarão migrando para o Facebook e deixando gradativamente de usar o Twitter, infelizmente.

Publicado também no Facebook

O judaismo e sua “não definição”

Sou de família judaica e já pensei muito sobre este assunto (comentando um artigo de minha amiga Andréa Kogan), decorrente de, na minha adolescência, começar a achar certas coisas muito esquisitas e essencialmente preconceituosas.

Conclui que há o judaísmo religião e há o judaísmo cultura (relacionado a história de um povo etc). E tomei a posição de ser um péssimo judeu religioso por achar a religião judaica, encarnada aparentemente em tradições que não fazem nenhum sentido, deveras obsoleta e desatualizada. Em termos de conhecimento e cultura espiritual, acho que há coisas melhores hoje em dia, como o espiritismo e bahai (não sei se é assim que se escreve).

Mas também me considero um judeu-cultural por excelência, pela forma como sinto a conexão com minhas raízes, com a história. É-me emocionante. Ah, e sou também um excelente judeu que vai em festas pois adoro as pessoas, comidas típicas e tal.

Promover a comunidade, quando não há intenções de segregação, é a melhor e mais duradoura característica do judaísmo.

Este meu comentário também apareceu no Facebook.

Seis dicas para passar uma cantada ou iniciar uma conversa com qualquer pessoa

Vi estas dicas num blog, acho que é por aí mesmo e traduzo aqui as partes principais.

  1. Não fique só ouvindo, inicie um assunto.
  2. Procure no interlocutor(a) interesses em comum.
  3. Não entre em assuntos muito pessoais como política ou religião. Guarde esses para quando a sintonia já estiver mais armada.
  4. Mantenha amplos os tópicos da discussão, não entre em detalhes de mais.
  5. Deixe o interlocutor(a) falar também e escute. Especialmente as mulheres adoram serem ouvidas.
  6. Saiba a hora de parar, às vezes a química simplesmente não acontece.

Números de uma Pizzada

  • Número de pessoas presentes: 19
  • Quantidade de pizzas: 7
  • Cobertura mais pedida: margheritta
  • Preço aproximado de cada pizza em Reais: 60
  • A conta total em Reais, incluindo serviço: 790
  • A parte da conta em pizzas, em Reais incluindo serviço: 420
  • A parte da conta em caipirinhas, cervejas, bebidas e algumas sobremeses: 370
  • Peso da conta para a pizza (centro do programa): 53%
  • Peso da conta para bebidas e sobremesas (acessórios, apetrechos): 47%

Esses números foram coletados (e as pizzas comidas e o evento celebrado) na pizzaria Veridiana de Higienópolis. Pizza excelente, companhia excelente.

Conclusões:

  1. Pizza era um programa barato
  2. Beba antes de sair de casa
  3. Trace a sobremesa só quando voltar para casa

Reduzi o custo de minha Banda Larga NET Virtua em 25%

Liguei na NET hoje pelo 5º mês consecutivo para reclamar que estavam cobrando pelo 5º mês consecutivo o NET Fone, mesmo após eu tê-lo cancelado, 5 meses atrás. Minha frase não foi redundante pois faz 5 meses que pedi cancelamento, faz 5 meses que a conta vem errada, mesmo eu ligando todo mês pedindo correção da conta. Continue reading

Como será sua próxima TV

Antena ou “conversor” digital é bobagem para quem tem TV a cabo. Só serve pra quem precisa captar sinal digital do ar e por enquanto só serve para a cidade de São Paulo.

Sobre OLED vs LED vs LCD vs Plasma, é o tipo da coisa que você só sente a diferença de imagem na loja, quando vê a mesma imagem passando em tecnologias diferentes. O importante é você não entrar numa tecnologia que deixaram pra trás, tipo Plasma, e entrar no que é bom em termos de custo/benefício hoje. Meu pai comprou uma LG LCD uns meses atrás com fatores de contraste e luminosidade superbons e preço bacana. E lembre-se que 3 minutos depois que o filme começar, deitado no sofazão, comendo pipoca, o que importa é a emoção e não mais a tecnologia. Este é o fator mais importante. Continue reading

Como comprar e quanto custa um iPhone usado

Furtaram meu iPhone 3GS 32GB na festa de aniversário fechada da minha filha. Fiquei chateado, principalmente porque usava até o último recurso do aparelho de forma muito produtiva.

Decidi comprar outro, desta vez no Brasil mesmo, mas eu tinha um complicador: minha linha é corporativa. Isso significa que minha conta tem tarifas muitíssimo baixas, tanto que no longo prazo não compensaria abandoná-lo e mudar para outro plano que incluísse iPhone. Linha corporativa significa também que não acumulo pontos, coisa que é usada pelos mortais para trocar por aparelhos melhores [e, nas letras miudas do contrato, por mais fidelidade com a operadora].

Então fiquei com as seguintes alternativas: Continue reading

Quanto Custa Não Ter Carro em São Paulo

Em abril contei para vocês que deixei de ter carro argumentado que minha vida ficaria mais verde e mais barata. Bem, vejamos.

Valorizo meu tempo e muitas vezes preciso chegar rápido aos meus destinos, então não penso duas vezes antes de chamar um taxi.

Mas cuidado. Não troquei um carro por um taxi. Esforço-me para encontrar carona (desenvolvi cara-de-pau para isso) e uso metrô e ônibus quando possível. Taxi é minha última opção quando não há nenhuma outra disponível.

Então vamos aos números:

  • Dias corridos que fiquei sem carro até hoje (8/abr — 15/dez): 251
  • Número de corridas de taxi nesse período: 65
  • Dinheiro total gasto com taxis: R$1.198,35
  • Gasto médio com taxi por dia (incluindo os dias que não usei taxi): R$4,79
  • Média de corridas por semana, no período: 1,82
  • Valor médio da corrida: R$18,43
  • Gasto médio mensal com corridas de taxi: R$143,2

Quando tinha carro, acredito que gastava uns R$300 por mês em combustível. Fora IPVA, seguro, manutenção, estacionamentos, preocupações, depreciação anual do carro, perda de custo de oportunidade. E multas, muitas multas injustas.

Novamente, cuidado ao interpretar esses números pois este é meu contexto de vida:

  • Minha esposa ainda mantém seu carro. Temos somente um carro na família — um Honda Fit. Carro pequeno, pois temos pavor ideológico e racional de carros grandes.
  • Minha esposa e eu trabalhamos próximos um do outro então é comum eu ir de manhã com ela de carro. Às vezes, se os horários coincidem, voltamos juntos de carro também.
  • Nos finais de semana as coisas acontecem mais em família então vamos juntos, de carro, para onde for.
  • Trabalho numa empresa enorme e sempre encontro uma boa alma que me dê carona para casa ou para muito próximo de casa.
  • A mesma coisa de manhã. As vezes vou com uma colega de carona. E, em seus dias de rodízio, ela vem comigo de taxi — eu pagando integralmente, como forma de retribuir a carona.
  • Quando o clima é mais ameno e quando tenho mais tempo, adoro usar transporte público. É um tempo que ganho para mim, para ouvir música, observar as pessoas, ler, ouvir podcasts, resolver coisas por telefone etc. Usaria muito mais se os pontos fossem mais próximos de meus destinos.

Mesmo com esses fatores favoráveis, acho que não sou ponto fora da curva. Acredito que existam muitas famílias que poderiam reduzir o número de carros na garagem com um esforço mínimo e sem perder o conforto que um carro dá.

E claro, ainda por cima economizando dinheiro.

Para quem quiser ver os detalhes, trajetos, valores etc, anotei e continuarei anotando todas as corridas de taxi numa planilha pública.

E lembre-se: seu carro poluiu em sua fabricação muito mais do que você poluirá ao usá-lo em toda a sua vida útil.

Por que Castanha de Cajú é tão cara ?

Veja que preços estranhos:

Preço do kg Origem
Castanha de Cajú graúda R$39,90 Norte e Nordeste brasileiros
Macadâmia R$38,90 Australia, Hawaii, África do Sul
Amendoa R$29,90 Oriente Médio

Alguém pode me explicar por que a castanha de cajú é mais cara que essas outras castanhas importadas visto que o cajueiro nasce e cresce espontaneamente, quase como praga, em vastas regiões quentes do Brasil ?

Me parece que deve haver um monopólio na distribuição da castanha, falta de concorrência etc, que define o preço que quiser.

Lamentável.

Dados.Gov.BR

Durante as pesquisas para escrever meu último post, ví o Tim O’Reilly falando de um site do governo americano chamado data.gov.

O site é um portal para se procurar e baixar informações e estatísticas em formatos puros como XML, KML, CSV etc.

Achei genial e fundamental para uma gestão aberta colaborativa. Então o título deste post é um mero desejo meu de ter algo similar no Brasil, nada mais.

Não Tenho Mais Carro !!

Estou até me sentindo mais verde… Vendi meu carro esta semana simplesmente porque não estava mais usando-o.

Eu e Tati trabalhamos perto e tentamos casar os horários. Quando não dá, usamos ônibus, metrô, carona ou taxi na ida ou na volta, nunca nos dois.

Num contexto familiar, dois carros é muitas vezes um luxo desnecessário e caro para seu bolso. Acompanhe:

  1. Nos últimos anos gastei uns R$1300 por ano em impostos [R$110 por mês].
  2. Mais uns R$1200 por ano em seguro [R$100 por mês].
  3. Mais uns R$200 a R$300 por mês em gasolina.

Ou seja, sobra de R$400 a R$500 por mês para, eventualmente, gastar com taxis quando for necessário.

Isso sem falar no custo de oportunidade do dinheiro que estava materializado e depreciando num carro e que agora é líquido e pode ser investido e render juros. Comprei novo meu ex-Astra em 2003 e paguei R$33500. Vendi semana passada por R$24800. Se tivesse colocado esse primeiro valor num investimento conservador, a 13% ao ano, teria hoje uns R$45530.  Essa é uma conta bem por cima, meti numa planilha a seguinte fórmula:

=FV(13%;ANOS_QUE_FIQUEI_COM_O_CARRO;VALOR_DO_CARRO/ANOS_QUE_FIQUEI_COM_O_CARRO)

Um amigo me disse que a quantidade de poluição, emissão de carbono e desgaste a natureza que é necessário para fabricar um carro é infinitamente maior do que toda a poluição que você, usuário do carro, vai produzir ao usá-lo.

Hoje ainda não abro mão do conforto de um carro, mas estou convencido de que, num contexto familiar, é mais difícil um segundo carro se justificar.

Replaneje sua vida, faça as contas, livre-se de um carro e devolva um planeta melhor para seus filhos.

Um Novo Setor Industrial: Concursos

Este diálogo aconteceu poucos dias atrás:

  • — E de onde você é ? — eu perguntei
  • — De ${CIDADE}, interior de ${ESTADO_NO_MEIO_SUL_DO_BRASIL}
  • — Me conta mais, quantos kilómetros de São Paulo, quantos habitantes, etc ?
  • — Uns 1000km de São Paulo e somos 7000 habitantes.
  • — Puxa! Você conhece todo mundo quando anda na rua ?
  • — Sim, certamente, e todos me conhecem também.
  • — E o que você faz ?
  • — Sou baicharel em direito mas em breve quero ir para essa área de concursos [públicos].

Até aquele momento nunca veio ao meu conhecimento que prestar um concurso público é ingressar num novo setor industrial. Mesmo o que chamamos “setor público” é na verdade algo virtual que se divide entre os setores financeiros, jurídico e utilidades.

Mas francamente, como fazer para que mais desenvolvimento e oportunidades de trabalho alcancem lugares longíquos desse Brasilzão? Enquanto isso não acontecer, nosso país é meio comunista onde cria-se emprego quase que por se criar, muitas vezes sem uma real necessidade.

Uma pena…

Coral Russo Sretensky no Mosteiro de São Bento

Conforme havia twittado ontem, assisti ao Coral Russo do Monastério Sretensky ontem no Mosteiro de São Bento.

Filas gigantescas e mosteiro lotadíssimo garantiram que assistiríamos de pé. Mas valeu a pena. Um coral de uns 30 homens soltaram a voz que ecoou forte no teto alto da catedral.

Quando fui a Russia, no ano passado, descobri os corais sacros de lá e fiquei exaltado. Esperava aquele tipo de música inspiradora mas a apresentação de ontem foi mais folclórica, popular e de ritmos mais rápidos. Bom também.

Devo parte da diversão de ontem à visão dos litúrgicos da Igreja Ortodoxa Russa, com suas longas barbas e que se vestem de forma peculiar aos nossos olhos brasileiros.

Sobre o Mosteiro de São Bento, no centro de São Paulo, nunca havia entrado antes. Muito bem decorado e preservado, com diversas inscrições em latim, imagens de santos, anjos etc. Vale a visita.

Information Worker

Yesterday I met a colleague at IBM Brazil that moved to a world wide position. He is now living in Manhattan, New York.

His everyday routine, as most Information Workers nowadays, is to talk to people, make phone conference calls, e-mails, design and communicate strategies, make some data consolidation and reports, instant messaging, etc.

Since most of this things have become information, and since we have information technology today, he can do his job from any point on earth as long as he has an Internet connection to let the information flow.

He choose NY because he enjoys life jazz and wanted to experiment the Big Apple, not because his job is physically located there. He could choose Montana, Alaska, Manaus, Fernando de Noronha etc to live.

Of course personal contact is sometimes needed. In these occasions, people schedule meetings and get a flight to meet someplace. This is probably cheaper than maintaining an office space for all these information workers, and probably more friendly to the environment than make them drive everyday to a physical location.

I can think about dozens of jobs that could be this way. Lawyers, journalists, writers, architects, web 2.0-related jobs, even also physicians in many situations when they don’t need to examine their patients.

The matter of all these jobs is information and the platform to make it flow is ready — the Internet. Now we just need a sort of cultural shift.

Para que afinal servem essas redes sociais online ?!

Matisse

… foi a pergunta que me fez hoje no almoço o Agostinho Villela, uma cara multicultural, multimídia e multilegal que trabalha comigo.

— Agostinho, tu não pode ver essas coisas como sites. Orkut, Facebook etc são como festas (© Avi Alkalay). — respondi na hora.

É fácil continuar pensando nisso: geralmente você se veste bem para ir a uma festa, se arruma de acordo com a ocasião, trabalha bem o seu perfil, inclui boas fotos, coleciona bons depoimentos etc.

O que muda é o que cada um faz numa festa. Alguns vão paquerar, outros só querem encontrar velhos amigos, ou fazer novos, ou só fazer contatos profissionais (caso do Linked In), outros ainda estão interessados em usar o poder de alcance da Web para achar interlocutores de assuntos raros. E muitos, como eu, fazem tudo isso.

Sou um dos primeiros usuários do Orkut no Brasil — entrei em fevereiro de 2004 — e posso dizer com toda propriedade que isso mudou a minha vida. Apesar de não ser mais um freqüentador tão assíduo.

Não que eu adore o Orkut. Tecnicamente acho o Facebook, por exemplo, bastante superior. Mas creio que qualquer um declinaria um convite a uma festa cheia de pirotecnias e luzes bonitas ao preferir estar em outra mais simples, onde se pode desfrutar da companhia de seus amigos e o poder de suas respectivas conexões.

Mas a festa evoluiu. Ela tem uma espécie de onisciência e onipresença. Ao alcance de um clique, pode-se saber mais sobre o autor de um comentário interessante: é a onisciência. E pode-se participar de várias conversas simultaneamente: é a onipresença.

Nunca canso de citar Doc Searls e David Weinberger em seu artigo Mundo de Pontas (“World of Ends”). Dizem que a Internet é uma grande esfera oca com a superfície formada por pontas interconectadas. Bem, nós somos as pontas e ela é oca porque não há nada no meio que limite a nossa interação.

De todos os nossos selves, o mais novo é o Digital Self (© Avi Alkalay ?). Acredito que esse conceito vai se consolidar e em breve cada indivíduo terá uma URL (um permalink) onde se encontra seu OpenID, parte pública de sua assinatura digital, perfil, interesses, blogs etc. Algo como os perfis dos Orkuts, Facebooks etc, só que consolidados em um só lugar.

Existem mil e uma maneiras de ir a uma festa. Orkuts, forums, Google Talks, SecondLifes, blogs, planets etc. Invente a sua.

Êita !

Quero imbicar na reca abafanética e viver meio amostrado, afuleimado nessa coisa arretada que é o passo. Se avexe na bacafusada se derreinhando encangado na alegria influído na massa, com munganga em vuco-vuco e rugi-rugi vou sentindo o furdunço, frege da multidão. Assim, arapuá, acochado, destabocado, meio cabreiro digo: eita! é o Frevo.

Glossário Pernambuquês

  • abafanética: ofegante
  • acochado: destemido
  • afuleimado: em estado de excitação
  • amostrado: exibido
  • arapuá: cabelo assanhado
  • arretada: coisa boa
  • avexe: se apresse
  • bacafusada: confusão
  • cabreiro: desconfiado
  • derreinhado: apaixonado
  • destabocado: exaltado
  • eita: surpresa
  • encangado: inseparável
  • frege: reboliço
  • furdunço: agitação
  • imbicar: mergulhar
  • influído: animado
  • munganga: jeito
  • rugi-rugi: esfrega-esfrega
  • reca: grupo de pessoas que segue uma direção
  • vuco-vuco: empurra-empurra

Extraido de um artigo sobre Frevo na revista Raiz de cultura popular, encontrado nas Montanhas do Japi.

Escher’s Print Gallery Explained

I was oweing this for the lovers of M. C. Escher works.

Last July I visited the wonderful Escher Museum in Den Haag, Holland. One of my preferred works is the Print Gallery where a painting gets mixed with the surrounding real world in a precise geometrical way, as you can see bellow (borrowed from aixa.ugr.es/escher/table.html).

Escher Print Gallery

It is intrigating what happens in the center of the picture, where the distortion would be very chaotic.

In the museum there was a screen that played the following video with a computer simulation recreating the chaotic center. I recorded it with my own camera. Quality is not perfect, but watchabel.

It was calculated and produced by some university I can’t remember the name. If you know who made it, please let me know to put the credits here.

Check it out.

Qual é a sua raça ?

Perguntaram-me esses dias qual era a minha raça. Respondi o seguinte:

A minha raça é a humana, como a de vocês e de qualquer pessoa que caminha ou caminhou sobre este planeta.
Acho que o que vocês querem saber é alguma coisa entre etnia e cor de pele das pessoas.

Hoje em dia a palavra “raça” não é mais usada para definir etnia. http://pt.wikipedia.org/wiki/Raça
Raça é o que diferencia o gorila do orangotango, ou o labrador do pequines. Não o homo negro do homo amarelo do homo branco.

Além de que a palavra “etnia” é muito mais chique. Eu por exemplo sou e-tno porque recebo muito e-mail, participo de e-meetings, estou envolvido em projetos de e-business que geram vendas de e-servers, e-tcetera.

Estou Ligeiramente Grávido

E muito feliz também.

Voltamos das férias na Holanda com o ultrassom já marcado. Seria isto o que confirmaria a gravidez, se víssemos o coração batendo. Antes dele havia dúvida porque exames de sangue e hormônio deram resultados conflitantes.

E bingo. A primeira coisa que vimos foi o coração batendo.

Ultrassom 18-jul-2008

Nesta fase pode-se ver o começo dos membros e cabeça, mas nada de rosto nem sexo. Mais detalhes só no próximo.

Almanaque Brasil

Que delícia que é ler o Almanaque Brasil. Faz um monótono vôo (da TAM no caso, onde ele é distribuido gratuitamente) passar bem mais rápido.

Creative Commons logoÉ o tipo de revista que a gente lê de cabo a rabo. E como o vôo foi longo, lá no comecinho descobri que todo seu conteúdo é Creative Commons, incentivando sua disseminação.

E já que é assim, vou copiar para cá algo que aprendi em sua sessão Lambe-Lambe da edição 111 da revista, sobre como nasceu a música mais famosa do Brasil, a Garota de Ipanema, num único célebre encontro de seus autores Tom Jobim, Vinicius de Moraes e João Gilberto em 1962 no restaurante Au Bon Gourmet no Rio. Conta que precederam a primeira apresentação com o seguinte diáglogo:

  • João: Tom, e se você fizesse agora uma canção que possa nos dizer, contar o que é o amor ?
  • Tom: Olha, Joãozinho, eu não saberia sem Vinicius para fazer a poesia.
  • Vinicius: Para essa canção se realizar, quem dera o João para cantar.
  • João: Ah, mas quem sou eu? Eu sou mais vocês. Que bom se nós cantássemos os três.
  • Todos: ♪ Olha que coisa mais linda, mais cheia de graça… ♪

Pelas Estradas Paulistas Afora

Desde que fui morar em Rio Claro para estudar na UNESP, o interior paulista virou meu amigo do peito, irmão camarada. Adoro as paisagens, os sotaques e as estradas.

Eis que fui convidado para dar uma aula na UNIFEB em Barretos, e lá fui eu cair na estrada. É longe pacas, mais de 900km, ida e volta. Veja o mapa.

centro do mapa
intinerário

Para garantir a imersão, fiz questão de ouvir só as rádios locais das cidades do caminho. A programação é 30% música e 70% propaganda local. Tocam todos os estilos do sabor romântico, e quanto mais longe da capital, mais só sertanejo moderno se escuta. As modas de viola que falam do amor pela terra, contam causos de boiada ou que são inspiradas pelo amor de uma mulher são coisas do passado que deixou saudade. Agora é só melodrama de ciúmes, sofrimento de amor e tal, cantado com muito vibrato.

Notável exceção é a Rádio da Universidade Federal de Sào Carlos. Num mesmo bloco conseguem tocar Rock alternativo, a MPB Maldita de Jorge Mautner e música eletrônica, tudo com explicações detalhadas do quando, do onde e do porquê. Uma rádio crua e espetacular.

As amplas paisagens se revezam entre laranja e canaviais sem fim. Treminhões triplos são constantemente vistos carregados de cana e lançam caules na beira da estrada.

Estrada e Canavial

As estradas são da mais alta qualidade, praticamente todas duplicadas, limpas, grama aparada e bem cuidadas. Um tapete, e não tenho dúvida de que são as melhores do país.

Só os pedágios dóem de mais. Viajar por essas estradas custa aproximadamente R$1 por cada 9km rodados. Um absurdo de caro, visto que já ouvi especialistas dizerem que esse valor deveria cobrir dez vezes mais, uns 100km.

Comparado com o combustível necessário para esta viagem, são aproximadamente R$140 de gasolina para R$100 em pedágios. Com um carro mais econômico, o combustível para a viagem sairia mais barato que os pedágios. Algo que não parece ter nenhum cabimento.

R$52 em 9 pedágios para 458km rodados.
Ou 8.83km para cada R$1.
VOLTA

Pedágios das estradas paulistas
IDA

R$48 em 9 pedágios para 467km rodados.
Ou 9.74km para cada R$1.

Iron Man and Programmers

The Iron Man

The Iron Man movie is all about programmers. Being challenged and have to invent something that will make you get rid of hand work, the adventure of a project, to mold, test and debug, and the joy of having a prototype inspiring the next perfect design.

Just don’t miss it. The metal man movie has a lot of Heavy Metal music and Robert Downey Jr., both fit perfectly.

Oh, and stay until after the final credits to see what are the plans for the next movie.

Virada Cultural 2008

A Virada Cultural Fico sem fôlego de tanta emoção que me causou a Virada Cultural que aconteceu este final de semana. É um evento simplesmente fantástico, genial, alucinante, maravilhoso e qualquer outro adjetivo que você possa imaginar.

Para quem ainda não sabe o que é, instituiram que em um certo final de semana perto de abril e maio de todos os anos, a cidade de São Paulo inteira — mas principalmente o centro — abrigará 24 horas ininterruptas de atividade cultural gratuita, indiscriminada, intensa e a céu aberto. Vai de música, a teatro, a cinema, a dança e por aí vai. Começou sábado umas 17:00 e foi até o final da tarde de domingo. E olha, não dá pra descrever o que foi aquilo, mas vou tentar.

Tenho a sorte de morar perto do centro e fizemos todos os programas a pé. Os dias estavam lindos e nos divertimos à beça. Confira:

  • Madeira de Vento, Theatro São Pedro, sábado às 22:00
    Um quinteto de clarinetes que fez um show belíssimo de música instrumental brasileira, percorrendo várias composições de choro, maxixe etc. Os músicos têm formação erudita e trouxeram toda sua experiência sublime aos refinados arranjos para música popular. Na verdade a música popular também emprestou um cromatismo todo vivo e alegre à sua formação erudita. Um “sopro” novo na rica cena da Música Instrumental Brasileira.
  • Galera vibrando com o show do Teatro MágicoTeatro Mágico, palco da Av. São João com R. Aurora, domingo às 9:00
    Nunca ouvi esse grupo mas foram muito bem recomendados por amigos. Um show lotado de moçada que conhecia todas as letras, cantava as músicas em coro e usava camisetas com trechos de suas poesias. Seu estilo musical é bem legal com letras jovens e inteligentes que me lembraram os Smiths, mas sem sua conhecida melancolia. O Teatro Mágico faz sucesso sem tocar em rádio porque são independentes (ou seja, não têm uma gravadora por trás para ficar pedindo que as rádios toquem seus albuns). São conhecidos porque deixam suas canções disponíveis para download em seu site, e ainda por cima promovem que copiem suas músicas a vontade.
  • River Boat Jazz Quartet no terraço do Bar Brahma, Av. São João com Av. Ipiranga, às 10:30
    Este não estava no programa. Íamos para o Municipal e fomos dragados pelas deliciosas notas desse conjunto de músicos alegres e de instrumentos um tanto bizarros. Dançamos, tiramos fotos e nos divertimos com o resto do povo que também foi pego de surpresa.
  • Grupo de Dixieland no Bar Brahma

  • Eduardo Gudin, Paulo Cesar Pinheiro e Marcia no Teatro Municipal, às 12:00
    Depois da fila em baixo do sol do meio-dia, veio o conforto e beleza do Municipal. Paulo Cesar Pinheiro — marido de Clara Nunes e um dos mais importantes compositores de Samba e MPB — foi saudado de pé ao entrar no palco. Ele e os outros bambas mandaram ver como é que se faz a fina flor da nossa música melodiosa e de rimas ricas. Estávamos diante dos dinossauros da música brasileira.
  • Tarancón, palco da Av. Rio Branco com Av. Ipiranga, às 13:00
    Saimos às pressas do Municipal para ainda pegar este show, e conseguimos. A música do Tarancón é singular na Terra do Samba. Praticam um estilo musical mais popular na Bolívia, Chile e Peru, chamado de Latino Americano. Lançam mão dos charangos, tambores de pele, flautas de bambu e outros instrumentos indígenas e marcaram melodiosamente a raridade global da música deste continente, cantando em português, espanhol e quechua. O Canto Lunar foi deveras emocionante e sua apresentação fez as pessoas dançarem em roda como se fossemos integrantes de uma única grande tripo global. ♪ Ó Lua, navega serena, vai de Ipanema ao céu do Irã ♪.
  • Renato Borghetti, palco da Av. Rio Branco com Av. Ipiranga, às 15:00
    A música de Renato Borghetti fica em algum ponto nebuloso entre o totalmente gaudério e o totalmente jazz contemporâneo. E também surpreende indo do sul-anteroidal ao norte-gonzagueante. Cá entre nós, quanto mais ele se movimentar em todas as geografias mais a gente gosta, afinal, este país é ou não é um caldeirão de estilos? Tocou a gauchíssima Redomona com sua gaita-ponto junto com os dedos velozes e precisos de Daniel Sá no violão. Alucinante.
  • Renato Borghetti e sua Gaita-ponto

Mas o mais bonito da Virada foram “aquelas pessoas andando pelo centro da cidade como donas do local” — para usar as palavras do Andre que resumiu bem o evento. Outro grande amigo também disse exatamente a mesma coisa e eu tenho que concordar com ambos.

Lamento não ter ido nos Bossacucanova, Tetê, nos violeiros do Mercado Municipal, Pepeu, Kroma, Celso Pixinga, e tantos outros que queria ver e prestigiar, isso sem nem contar as apresentações de dança, maratonas de cinema, teatro etc.

Ano que vem não perco a Virada por nada. Se tiver viagem, desmarco. Compromisso inadiável, falto. Se adoecer, fico são na hora. Mas vou. E espero encontrar você lá.

Veja também o mapa do Centro e os locais destes shows:

center
markers