Aspirina para a Febre Ubuntu

Nunca usei o Ubuntu, mas todo mundo diz que ele é facinho facinho de usar.

Legal. Fico feliz por ele.

Mas encontrei com um cara recentemente, bem famoso na comunidade Linux, que tem uma visão bem madura das coisas e bem antenado na história do Debian e Ubuntu. Contou que a empresa Ubuntu é do fundador da Thawte — que foi vendida a preço de ouro para a Verisign. Ai ele pegou esse monte de dinheiro e foi se divertir montando a Canonical (empresa que desenvolve o Ubuntu).

Ele apontou enormes pontos de interrogação na estratégia do Ubuntu. Tipo, como eles mandam CDs de graça pra todo mundo ao redor do mundo? Como eles dão suporte de graça bastando ligar para eles? Afinal, como eles ganham dinheiro? Etc.

Resumo da ópera, o modelo de negócio do Ubuntu como empresa é muito duvidoso, se é que tem lá um modelo de negócios.

Então para se divertir, em casa, etc, usar o Ubuntu é legal, e eu incentivo muito. Mas para usa-lo numa empresa, de uma forma responsável, de jeito nenhum por enquanto.

Eu ainda sou da linha que técnicos devem usar em casa, para aprender, uma das 2 grandes distribuições: Red Hat ou SUSE. Não quer comprar a subscrição? Não precisa. Use gratuitamente o Fedora ou CentOS para usar o sabor Red Hat, ou OpenSUSE para saborear SUSE.

24 thoughts on “Aspirina para a Febre Ubuntu

  1. Amigo, só tente não desmerecer a estratégia de uma empresa que investe no social e na divulgação do Linux no desktop, como se isso fosse excludente para o Linux do ponto de vista comercial e de grande porte. Tente também não espalhar boatos.

    Isso não é saudável no mundo do SL, e não foi pensando assim que ele foi construído.

  2. FreaK, eu acho superlouvável os experimentalismos do Open Source. Afinal essa é a base de todo o movimento.

    Só tenho medo de que excesso de iniciativas criem no mercado uma visão nebulosa do que é Linux e de seus benefícios pragmáticos, ao invés de concentrar o mindshare numa coisa sólida, fácil para gente de negócios (que é pragmática) entender.

  3. Dar CDs de graça e suporte gratuito é um investimento para divulgar a distribuição.

    A própria RedHat não tinha um plano de desenvolvimento de negócio estabelecido em seus primeiros anos e hoje é uma empresa extremamente sólida. E o Mark Shuttleworth (o fundador da Thawte) com certeza tem bala na agulha ($$$) para manter o Ubuntu e a Canonical (empresa criada por ele que fica por trás do Ubuntu) tempo suficiente para encontrar e estabelecer um modelo de negócios digno e sustentável.

    Vale citar que, enquanto distribuem CD mundo a fora, o Ubuntu também está se movimentando para garantir a aceitação do mercado corporativo. Esse é o tipo de coisa que vai abrir portas para o Ubuntu ser utilizado de maneira responsável em uma empresa.

  4. Anônimo, o problema é que esse modelo não escala bem ao longo do tempo. É a metáfora do pé de laranjeira carregado, na beira da estrada. É bom demais para ser verdade.

    Uma pessoa que precisa tomar decisões responsáveis pensa coisas do tipo:
    será que eles tem dinheiro suficiente para manter isso por todo o tempo necessário para criar um ecossistema?vale a pena investir tempo em algo que ainda não tem um ecossistema montado?se e quando um ecossistema existir ao redor do Ubuntu, a empresa por trás dele ainda existirá, depois de ter gasto tanto dinheiro ?Isso se ele for um deep-thinker, por que em geral as pessoas só olham com desconfiança.

    Além do mais, esse link sobre a certificação de DB2 com Ubuntu que vc mostrou, não é uma certificação da IBM. Foi a própria Canonical que pegou o DB2 e testou no Ubuntu. O DB2 provê tem um processo de certificação (papelada) para fazer isso. Mas se você perguntar a IBM, infelizmente o Ubuntu não aparece na lista de distribuições suportadas. Mais além do mais, ecossistema de suporte é uma coisa infinitamente mais vasta. Falta ainda na lista de certificação do Ubuntu vários modelos de HW de diversos fabricantes, storages, outros SWs como Oracle, SAP, WebSphere, Lotus, etc. E ecossistema é definido por uma sinergia mútua de todos os lados, e não uma vontade unilteral. Linux (via Red Hat e Novell) demorou muitos muitos anos para conseguir isso. É extremamente difícil.

    Novamente, acho muito legal as uniciativas da Canonical, e terem trabalhado direitinho para fazer uma distribuição bonita e funcional, mas foge um pouco do caminho da colaboração do Open Source, pq já existem distribuições demais.

  5. Há algumas semanas li em algum lugar (creio que foi na Wired) um artigo falando exatamente sobre os problemas da Canonical. Eles estão tentando ganham com o modelo de negócios da Red Hat no final do século. Até hoje ninguém conseguiu, mas isso não quer dizer que eles não venham a conseguir. Só o tempo dirá.

    Mas concordo com você em relação a distribuições com suporte. Trabalho com dezendas de projetos envolvendo Linux e a grande constante é que os clientes — em especial o governo — simplesmente não quer pagar por Linux. Porém, eles aceitam pagar por suporte. Mas aí temos um detalhe interessante. Se você compra um SUSE Enterprise, você tem direito a suporte, você pode fazer um contrato com a Novell para suportar sua empresa. Mas por alguma razão, o governo prefere usar algo como Kurumin ou Debian CDBR e outras coisas assim. Não entendo isso.

  6. Beto, isso que você não entende (porquê é incomrpeensível mesmo) é um fenômeno chamado “para quem só tem martelo, todo problema é prego”. Ou, de uma outra perspectiva, “o molho de tomate da minha mãe é melhor”.

    Explicando: os técnicos, em algum momento de sua vida, foram introduzidos a alguma distribuição Linux. Eles gastam tempo aprendendo como configurar, acertar todos os detalhes, etc, e a partir daí, por alguma falha de comunicação (na minha opinião), eles passam a dizer: “esta é a melhor distribuição”. Eu prefiro dizer “olha, eu conheço melhor esta distribuição, mas nada impede que eu aprenda os detalhes daquela outra, porque afinal tudo é Linux”.

    Instituições públicas são o lugar que mais se encontra religiosos, porque idelismo é algo que entra em sintonia com política. E idealismo em excesso é a semente para a cegueira.

    “Pagar pelo” Linux é algo impossível e proibido, mesmo para as distribuições comerciais como Red Hat, Novell, Xandros. Você paga pelo suporte e não pelo software.

    Agora, “suporte” é uma palvra vaga, que se desdobra em algumas coisas diferentes:

    1. Ter alguém para transferir riscos operacionais
    2. Acesso rápido a updates de qualidade
    3. Disponibilidade de grande conjunto de HW e SW certificado
    4. Disponibilidade de ecossistema de soluções complexas pré-testadas.

    Os dois primeiros você pode pagar qualquer um para ter, mas os dois últimos você só pode ter se usar as distribuições certas.

    O governo costuma não pensar nisso porque idealismo abafa a razão. É só emoção. Então as pessoas escolhem distribuições pela emoção.

    Se a razão tivesse um pouco mais espaço para respirar, concluiriam que eles podem continuar não pagando pelo SW em si, mas ter todos os benefícios dos 4 pontos, só que numa escala global, cooperativa e saudável.

  7. Antes de comentar de fato eu queria esclarecer algo:
    “Pagar pelo” Linux é algo impossível e proibido, mesmo para as distribuições comerciais
    Não é correto. Se for proibido pagar (ou melhor, cobrar) então não é software livre.
    Acho que não entendi bem o que você quis dizer aqui. Mas vamos lá…

    Me permita a honestidade, mas acho sua visão um tanto limitada quando diz que Novell e Red Hat já são suficientes, porque não são. A começar pelo número de plataformas suportadas, você logo percebe que talvez vá precisar do Debian ou outra distribuição que não faz $entido para estas empresas. Se você quer dizer apenas para ambientes corporativos, também não são suficientes para representar o Linux por outras razões.

    O SLED/SLES e o RHEL não são gratuitos.

    O SLED/SLES e o RHEL não são desenvolvidos de forma aberta, do jeito “open source” que estas duas empresas gostam de vender por aí. Afinal, open source é modelo de desenvolvimento, não algo mais idealizado como software livre.

    Veja o caso do openSUSE. O SUSE Linux 10.1 é um desastre. Tecnicamente a distribuição é boa, mas uma parte muito visível e essencial, o gerenciamento de pacotes, é algo para dar orgulho ao time de desenvolvimento do Windows ME. Mas esse desastre serviu o seu propósito; 3 meses depois, com vários bugs encontrados e corrigidos, sai o SLED/SLES 10, com gerenciamento de pacotes ruim mas que pelo menos funciona.

    O Fedora não é um produto para você instalar no computador da sua tia. Para quem desenvolve software livre ele é útil, mas ficar atualizando o kernel toda semana é um pé no saco. É um ótimo projeto, mas infelizmente as pessoas não captam bem o objetivo dele, e esperam algo diferente do que o pessoal da Red Hat desenvolve.

    Fedora e openSUSE, o processo é quase o mesmo; a Novell/Red Hat pega um release, congela internamente por uns 3 meses para correção de bugs e outras coisas, e lança o seu produto final. Até aí ótimo, mas esse produto (repito) não é gratuito, e muita gente que esperava por isso através do openSUSE / Fedora fica na mão, correndo atrás de bugs e recompilando seus módulos do kernel toda hora. Antes de sair um update para o SLED/SLES/RHEL, ele sai primeiro para os testadores, os que usam Fedora/openSUSE em seus desktops e servidores. Tem gente que não quer fazer esse papel.

    Então voltemos ao Ubuntu. Ele se propõe ser uma distribuição não só para ambiente corporativo, com suas versões LTS (“Long Term Support”), mas também para quem quer a última versão do kernel/gcc/Xorg/GNOME, com as versões normais. Tanto um como outro é Ubuntu, desenvolvido da mesma forma (aberta) e disponível da mesma forma (gratuita), inclusive com updates gratuitos.

    Enfim, eu acredito (e você não precisa concordar comigo, basta olhar o sucesso do Ubuntu) que ele se propõe a fazer algo que tanto Red Hat como Novell não consideram importante, mas que eu pessoalmente considero essencial. Eu quero um sistema operacional que siga o modelo open source de desenvolvimento, para que eu possa participar ativamente nele e ter assim algo que atenda bem minhas necessidades, E que seja licenciado e distribuído de acordo com aquilo que nós usuários de software livre estamos acostumados, incluindo o espírito de que fazer uma cópia do programa para o vizinho é encorajado e não custa $50/ano, E que além disso seja um SO estável, que eu possa rodar no servidor da minha empresa e ao mesmo tempo distribuir para os meus colegas sem ficar me perguntando se um update de segurança vai fazer o suporte ‘a partição NTFS do usuário parar de funcionar.

    Parece que sua questão é – será que além de SUSE e Red Hat, as empresas vão querer dar suporte a ainda mais uma distribuição? Isso só o tempo dirá. Hoje o Ubuntu não serve para muitas empresas pela falta de certificação. Mas que o sucesso do Ubuntu está ligado diretamente com a falta de visão da Red Hat e Novell, para mim não resta a menor dúvida, e até por isso espero que ele seja um sucesso. Se 3 é demais, que os dois sejam Canonical e Red Hat ou Canonical e Novell, até porque a RH e Novell oferecem praticamente a mesma coisa, que não é o caso da Canonical.

    E só para acabar: por que essa de “técnicos devem usar uma das 2”? Por que não 3 ou 4? Por que não ter conhecimento sobre Red Hat, SUSE, Debian/Ubuntu, Solaris, FreeBSD, etc? Qualquer um destes sistemas que você instalar vai te acresentar algo a mais. Qual você vai usar no dia a dia é uma questão que vai depender de qual lhe for mais conveniente – eu, por exemplo, não considero o openSUSE e Fedora estáveis o suficiente, e não quero pagar pelo RHEL/SLED/SLES. Também não vejo porque usar CentOS, se o Ubuntu me oferece desktop muito melhor.

    Enfim, se um projeto open source alcança tal nível de sucesso em tão pouco tempo, não pense que a coisa é tão simples assim. Mesmo que o Ubuntu não dê certo para você, o impacto que ele causou em projetos como Fedora e openSUSE foi grande, e isso vai refletir no RHEL/SLED/SLES que você vai usar um dia. Pena que não chegou até o pessoal “de cima” dessas empresas, que ainda insistem num sistema não gratuito e controlado de muito perto.

  8. Anônimo, quando digo que é proibido vender Linux, estou falando do SW em sí. A RH e Novell não vendem o Linux em sí, mas um serviço de suporte, uma garantia de fluxo de atualizações testadas.

    Mas isso não é tão valioso, afinal vc pode pagar qualquer um para te dar suporte e atualizações. O que mais tem valor em usar RH ou Novell é o acesso que se ganha a uma indústria de produtos certificados. Um ecossistema de valor agregado.

    Se você quer usar o SW de graça, fique a vontade para baixar todos os fontes (e patches, e empacotamento) tanto do SUSE quanto da RH. O CentOS é um projeto que compila os RPMs da RH por exemplo, e disponibiliza gratuitamente os ISOs para download, e o SW lá dentro é idêntico, bit a bit ao RHEL. O SW é inteiramente gratuito e Open Source. Qualquer um – inclusive eu e você – pode contribuir código que pode ser aceito, claro, se for algo que tenha alguma utilidade. Nem empresas vivem hoje mais numa catedral fechda de conreto, mas algumas opiniões persistem…

    Quanto ao Fedora e OpenSUSE, são realmente experiências de laboratório, consideradas imaturos para serem usados em ambientes de produção. Enfim, qualquer distribuição que se preze, incluindo Debian e Ubuntu, tem estratégias similares com produtos LTS e outros de atualização rápida, só muda a roupagem.

    Sobre fazer cópia para um vizinho, não há problema nenhum em faze-lo. É seu direito. Inclusive todos tem acesso a atualizações, mas terão que compilar por sí só o SW (ou baixar já compilado de algum site da comunidade), e também não terão alguém para atender uma ligação de suporte, porque afinal ninguém trabalha de graça. Não para sempre.

    Eu defendo que sempre deve haver espaço para inovação. Pessoas são livres para criar suas próprias distribuições, etc. Esse é o motor do Open Source como modelo. Só lamento que fica cada vez mais claro que não há um bom entendimento sobre o que é uma licença, o que é serviço, pelo o que empresas como RH e Novell cobram, etc. Uma pena, porque isso só fissura uma imagem que poderia ser mais coesa e uniforme para uma marca chamada “Linux”.

  9. “Ele apontou enormes pontos de interrogação na estratégia do Ubuntu. Tipo, como eles mandam CDs de graça pra todo mundo ao redor do mundo? Como eles dão suporte de graça bastando ligar para eles? Afinal, como eles ganham dinheiro? Etc.”

    Eu me pergunto a mesma coisa sobre o Google por exemplo… Como eles fornecem ótimos serviços de graça para o mundo todo? Como eles ganham dinheiro? Etc.

  10. Puxa, Freak, você não sabe que o Google um monte de serviços ótimos para as pessoas afim de que elas acessem mais e mais suas páginas, e aumentar assim os hits nos banner que eles vendem ?

  11. Pois bem, a Canonical dá um monte de CD de graça para aumentar o número de pessoas que “clicam” em seus serviços de suporte.

    É até óbvio: se 10 milhões de pessoas usam o Ubuntu a Canonical vai fazer muito mais negócios do que se forem 1 milhão. Com muitos usuários e até possível que empresas como Oracle passem a olhar para o seu produto…

  12. “Anônimo, quando digo que é proibido vender Linux, estou falando do SW em sí. A RH e Novell não vendem o Linux em sí, mas um serviço de suporte, uma garantia de fluxo de atualizações testadas.”

    Independente do que RH e Novell fazem, não é proibido vender software livre. Inclusive, “The right to sell copies is part of the definition of free software.” (fonte: http://www.fsf.org).

    Agora, acho que você não entendeu bem o que quis dizer. Mas vamos lá:

    1. A Red Hat, a Novell e a Canonical vendem serviços.
    2. O RHEL, SLED/SLES e o Ubuntu estão disponíveis para download gratuito. (os dois primeiros exigem um registro para que você possa fazer o download, mas isso não tira a gratuidade).
    3. Nenhum dos três oferece suporte profissional gratuitamente.
    4. O desenvolvimento do Ubuntu ocorre de forma aberta, ao contrário do SLED/SLES e RHEL.
    5. A Canonical oferece atualizações de segurança gratuitamente para o Ubuntu e Ubuntu LTS. A Novell oferece-as gratuitamente apenas para o openSUSE, e a Red Hat apenas para o Fedora Core.

    É simplesmente por esses dois últimos aspectos que o Ubuntu não só existe, como é extremamente popular. E cada vez mais.

    Você recomendaria o Ubuntu LTS para empresas, com suporte da Canonical? Sinceramente, hoje ele não é tão maduro quanto o RHEL, vide o problema com a atualização do Xorg no Dapper. Mas eu não duvido que isso vai melhorar com o tempo, e daqui alguns anos talvez os dois grandes players desse mercado sejam Red Hat e Ubuntu.

    Enfim, você descarta o Ubuntu hoje da mesma forma que a Red Hat já foi um dia.

  13. Bom, na minha opinião o ubuntu simplesmente humilha no desktop… pra quem quer um sistema lindo e com varios programas disponiveis nos repositorios… o ubuntu é o melhor… porem nos servidores a historia é outra, alem do fato do fedora possuir anos de estrada e ser baseado red hat a melhor coisa do mundo e voce baixar um cd contendo tudo(ou quase tudo) que voce precisa precissar fazer dowloand depois.

    Enfim, na minha opinião no desktop o ubuntu e o melhor… mas nos servidores ele ainda tem que comer muito feijão com arroz pra chegar aos pes do fedora.

    ps: nao falei nada sobre o openSUSE ja que nunca o utilizei entao nao posso fazer comentarios sobre o mesmo.

  14. Ubuntu é uma distribuição recente e mostrou que é ótima para uso doméstico. Uso-a, pois não estou com “saco” para instalar gentoo sendo que ubuntu em 15 minutos está instalada, em 25 está atualizada.

    Agora do ponto de vista do nosso amigo, vejo que está levantando questões relevantes. Mas, como sempre, volto a dizer que não existe social, o social é a troca de informações, desenvolvimento em conjunto e softwares acessíveis por custo zero(“desk-side” rs), logo, acessibilidade.
    Software livre foi criado com uma idéia de poder ter liberdade de pensamento, mas dizer que ele é um “life-style” é blasfêmico. Lhe pergunto, “como Stallmann vive?”. Claro, de palestras(serviços) em cima do software livre.

    As pessoas devem começar a pensar que não existe grandes filosofias, apenas regras no software livre e que “idealistas” logo morrem de fome. Ajudar é bom, mas utilizar algo compartilhado, prover o suporte, serviço e ganhar dinheiro com isso é o que toda empresa faz, pois, claro, ela tem “bocas para alimentar”.

  15. Prezado Avi:
    Achei interessante e sensato o ponto de vista que você apresentou aqui. Porém, passado mais de um ano e agora que empresas de peso como IBM começam a suportar o Ubuntu, gostaria de saber sua opinião atualizada a respeito destas distribuições.
    http://www.thyamad.com/tecnologia/o-que-acontece-no-mundo-da-tecnologia/ibm-agora-suporta-o-ubuntu-o-pessoal-do-terno-azul-dando-suporte-ao-pessoal-do-pe-no-barro/

    Muito obrigado desde já, um abraço e parabéns pelo blog!

  16. Ola Avi!

    Deixa ver se entendi…
    No olhar administrativo…

    Você como CIO não usaria o Ubuntu por sem jovem (não tem história para ser avaliado “casos”) e de um futuro duvidoso (aparentemente sem uma estratégia sólidade de logevidade).

    De contra partida você ficaria com o R.H. por seu histórico e sua longevidade comprometida com parceria oque na pior das hipóteses seria absorvida por outra grande empresa, mas para não afetaria seu conceito de produtos e serviços pelo menos no médio prazo (caso contrário elevari e muito seu risco como empresa).

    Bom foi isso que compreendi 😉

    Um dos conceitos de projeto é (risco e incertezas) é preciso usar esses “ferramentas” para avaliar até mesmo coisas como essas. Por exemplo: O que me garante o “Grau de Serviço” [égua!!! G.S.] do Ubuntu para uma Organização? Um dia desses fui daquele um update é deu um bug no X. Entrei com o sistema do PenDrive depois de alguns minutos no google tinha gente “pipocando” com o mesmo problema. Um vacilo de teste do Ubuntu? Tudo bem se:
    a) Eu uso como ferramenta de estudo? Quanto tempo eu perdi nisso?
    b) Eu uso como ferramenta de trabalho? Eu perdi quantos clientes?

    E agora! Quem vou processar no caso de eu ser uma empresa que dependo desse sistema?

    Abraços.

    Ps. Atualmente uso Debian huaah.

  17. O Linux é um projeto comunitário. Assim não foi construído tendo por finalidade a obtenção de grandes lucros. Entretanto, alguns, vem se apoderando do código livre, mediante a modificação espúria da licença original, para seus fins capitalistas.

    Isso posto, louvável a iniciativa de muitos, em disponibilizar o código para todos.

  18. nossa… esse papo é mais chato que discutir qual a melhor distribuição. hehe.

    o que ocorre é que um projeto dessa grandeza está mais seguro sob a batuta de uma empresa [vc iria instalar um SO “distribuído” por um grupo de nerd’s?].

    e toda empresa busca lucro [e não há nada de errado nisso].

    creio que o foco de novell e redhat [já fui cliente dessa última. muito bom mesmo!] seja 99% empresas.

    tb não sei se eles desprezaram o mercado de desktops.

    a verdade é que se não fosse a canonical, o linux não teria a popularidade que tem hoje entre usuários de vários níveis. fiquei impressionado quando recebi 10 cd’s do linux em minha residência, com endereço da holanda. hehehe. mesmo tendo uma queda pelo opensuse, fico muito dividido pela gratidão que tenho pela canonical. é uma empresa que adimiro demais, pela iniciativa de não oferecer uma versão “enterprises”, “full” ou “sei lá o que…”.

    sobre receios da galera que não sabe de onde vem a renda pra manter o serviço. não percam tempo. um exemplo: se você não entende ou compreende como funciona um marketing multinível, não quer dizer que ele não funciona ou não traz retorno financeiro pra que o promove.

    se você não sabe como o google ganha dinheiro não quer dizer que a verba venha de desvios ou de lavagem [eu sei que ninguém disse isso. mas lí tópicos com indagações].

    é simples. o google apostou em uma fórmula, a novell em uma e a canonical em outra. e isso não interfere em nada a qualidade do produto.

    eu fico muito feliz em ver empresas e pessoas [eu sou uma delas] lucrando com o software livre, com php, com mysql, com centOS, com joomla, com wordpress, etc…

    eu desenvolvo sites em joomla e fiquei feliz em ver parceria da microsoft com o joomla. a microsoft colocou à disposição funcionários da empresa para colaborar ativamente no desenvolvimento do código. isso é bom. não é ruim não. o joomla não vai deixar de ser livre por causa de uma parceria. nem precisamos ter receio algum. pois o joomla ou o linux são marcas que valem apenas por seus seguidores/colaboradores [mesmo tendo uma empresa organizando e dando credibilidade ao projeto].

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