Padrões Abertos e Linux no Desktop

Hoje a indústria usa o sistema operacional de desktop de praticamente um único fornecedor, cria aplicações gráficas 100% dependentes dele, e usa uma suite de escritório que também só funciona sobre esse mesmo sistema operacional. Ainda por cima, os documentos de formato proprietário com que o mercado usa só podem ser gerados e consumidos por essa mesma suite.

Se nossos CDs de música tocam em qualquer CD player, por que nossas aplicações, páginas da web, documentos, etc não podem ser usados em qualquer sistema operacional, plataforma de hardware, etc ?

A demora para isso acontecer reflete quão dependente dessas tecnologias proprietárias é o mercado. Isso é caro principalmente porque não há com quem negociar alternativas, e por isso essas tecnologias terão o preço que seu fornecedor quiser.

A IBM ainda está analisando o direcionamento futuro dos nossos desktops internos para funcionários. Não foi decidido entre Linux ou Vista, nem Darwin, nem BSD, nem nenhum outro sistema operacional.

Temos iniciativas internas fortíssimas para que os produtos e serviços de nossa Intranet sigam Padrões Abertos. Dessa forma, um funcionário pode escolher o sistema operacional que melhor se adequar ao seu trabalho.

Não usamos uma tecnologia proprietária de impressão remota, e sim o serviço que usa Padrões Abertos para imprimir na rede.

Não usamos uma aplicação proprietária de VPN, mas o serviço de VPN que usa Padrões Abertos.

Não temos um serviço de diretórios de uma implementação proprietária, e sim um diretório corporativo baseado no Padrão Aberto LDAP.

Não usamos documentos de formatos proprietários, que só podem ser gerados e consumidos por uma única suite de escritório, mas reforçamos o uso do novo Open Document Format, baseado em XML, introduzido pelo OpenOffice.org, que pode ser aberto em qualquer suite de escritório.

E por aí vai….

A última fronteira é a convergência gradativa dos produtos de workgroup baseados em Lotus Notes com o novo Workplace Client Technology, que implementa Padrões Abertos, e que é baseado no Eclipse (como dezenas de outros produtos da IBM).

E digo mais: as tecnologias proprietárias que usamos internamente nos nossos desktops, tivemos que adotá-las porque quando surgiu a necessidade de resolver o problema de negócio que elas resolvem, simplesmente não haviam opções que implementassem Padrões Abertos. Conforme surgem Padrões para aquele determinado problema, isso entra em pauta e a migração é estudada seriamente. Logicamente analizando custos, funcionalidades, viabilidade, etc, porque essa é a forma racional de se fazer mudanças.

Padrões Abertos. Padrões Abertos. Padrões Abertos. Essas são as palavras do momento.

Para o mundo comercial, isso é mais importante do que ter acesso ao código fonte de um software. E é algo que deve estar sempre presente na pauta de TI do CIO.

Pregamos que companhias que inovam reutilizando Padrões Abertos levam vantagem porque seus recursos são liberados para trabalhos que agregam maior valor, e porque as oportunidades do mercado se expandem à medida que os Padrões Abertos proliferam.

É o que dizemos aos nossos clientes. É o que acreditamos. E é o que fazemos.

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