De Samarqand ao Kyrgyzstan

Este relato é parte de uma viagem à Ásia Central que começa aqui.

Dia Extra em Tashkent

  • Levantamos umas 7:30 e procedemos ao café. A única coisa diferente que provamos foi o iogurte que não parecia ser industrializado. Era bom e bem gordo, quase uma manteiga. Nunca provei algo assim.
  • Fizemos check out e nos despedimos de Umid que fechava seu turno de 12 horas. Encontramos Nina recepcionando um grupo de turistas e observei que estava com a mesma roupa elegante mais um blazer típico por cima.
  • Encontramos Sacha às 9h e caímos na estrada ouvindo música russa. Era a primeira rodovia duplicada que vimos, apesar de alguns trechos serem bem ruins, outros novos mas sem nenhuma sinalização no chão etc.
  • Iríamos direto tomar o vôo para Bishkek às 17h, mas ligaram para Sacha avisando que foi adiado para 2:30 da manhã! Ele nos levou então ao já conhecido e confortável Uzbekistan Hotel.
  • Não paramos para almoçar na estrada. Só Sacha comprou uns peixões do rio Syr Darya que pescavam clandestinamente e vendiam em pontos de ônibus na estrada.

Pindura

  • Chegamos quase 14h no hotel, mortos de fome. Depois de formalidades no banheiro, decidimos ir a um italiano chamado Bistro que no guia dizia ser bom e caro.
  • A caminhada até lá foi relativamente longa. Sentamos fora e era bem agradável. A garçonete disse que os pratos eram grandes, mas não foi o que achamos. Dividimos uma salada de alface, (sim, isso existe aqui!) tomate, cebola e atum em molho balsâmico e depois um ravioli bem recheado de espinafre com molho napolitano. Estava tudo fresco e muito bom. A Tati tomou um chá gelado com um monte de frutas e eu um suco de maçã com cenoura, muito refrescante. Para a sobremesa Tati foi de crepe de chocolate com sorvete de amora e eu de torta quente de maçã com laranja e geléia de framboesa. Foi a conta mais cara: 30700 sum ou $25. Não tínhamos sum suficientes, não aceitavam cartão de crédito, nem notas de $1, $5. Só de $10 e $20, coisa que não tínhamos. Para as de $50 e $100 dariam troco em sum, coisa que não nos servia para o último dia no país.
  • Então eu fiquei de garantia e a Tati saiu para trocar dólares. Voltou uns 45 min depois e só conseguiu trocar no nosso hotel mesmo. Nenhum banco. Nesse ínterim já estava começando a fazer amizade com as garçonetes.
  • Voltamos ao hotel a pé pelas largas e arborizadas ruas da cidade. A idéia era ir na ópera mas não sabíamos o horário e programação e precisávamos tratar de uma passagem com o Brasil pela Internet. Ficamos a ver e-mails e falar no telefone até umas 18:30 e quando descobrimos que a apresentação era às 18h, desistimos e fomos descansar no quarto até umas 23h.
  • Descemos uma 23:45 e checamos os últimos e-mails pelo celular no ponto WiFi público do saguão, provavelmente o único do país.

O Topolev Russo

  • Sacha nos levou ao aeroporto e nos despedimos porque não deixaram ele entrar. Era burocrático e precisávamos passar por um tipo de inspeção financeira na alfândega além do check in. Coisa de economia frágil.
  • Algumas carimbadas e raios-x depois, estávamos no portão de embarque. O avião era uma lata velha russa modelo TU-154Б e estava cheia de israelenses que encontramos em todas as cidades pelo caminho. Os acentos eram marcados com Α, Б, В, Г, Д, Е, e não A, B, C, D, E, F que estamos acostumados.

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